A quarta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, será marcada por manifestações contra a reforma da Previdência Social. Em Erechim o ato será realizado na Praça da Bandeira, a partir das 13h30. Haverá aula pública e pronunciamento de lideranças. A organização estima que a concentração deverá reunir aproximadamente 500 pessoas na mobilização que alerta sobre os prejuízos sociais e econômicos da proposta do governo federal.
O presidente da comissão especial que trata do assunto na Câmara de Vereadores, Lucas Farina, explica que o movimento de amanhã é encampado por sindicatos, federações, grupos sociais, partidos políticos e entidades sociais e comunitárias. Todos estão mobilizados para que a reforma não prospere, pois além de afetar todos os trabalhadores, penaliza as mulheres com a idade mínima de 65 anos para buscar a aposentadoria. Segundo o vereador, o Dia Internacional da Mulher, deverá servir de base para a reflexão sobre os danos que podem ser provocados pela reforma que estaria sendo imposta pelo governo para favorecer grupos de previdência privada.
Acompanhado de Osmar Padilha, presidente do Sindicato da Alimentação de Erechim, e de Fernando Fernandes, representante do Movimento dos Atingidos por Barragens, Farina também contesta que a reforma é necessária para evitar o colapso no caixa da Previdência. De acordo com um estudo elaborado pelas centrais sindicais, no ano de 2015 Erechim arrecadou R$ 324 milhões para a Previdência, aproximadamente o mesmo valor de toda a receita da prefeitura naquele mesmo ano
Além de contestar a proposta de reforma as lideranças sugerem que o governo cobre a dívida das empresas que não pagam a Previdência, promova a reforma tributária e combata os desvios de recursos em todas as área do governo.