A posição do Ypiranga na tabela de classificação do Campeonato Gaúcho está longe de ser cômoda, mas o primeiro passo para fugir da degola já foi dado. Na semana pós-primeira vitória na competição, o Canarinho tem dado indícios de que a tão aguardada injeção de ânimo e confiança que o grupo necessitava finalmente foi dada. Ao menos é o que sugere volante e capitão Tairone, um dos pilares - emocionais e táticos - na vitória do último final de semana contra o Veranópolis.
"Temos a plena confiança no nosso potencial, mas sabíamos que precisávamos do resultado. O astral mudou, aumentou a confiança, a atmosfera no grupo é outra. Estamos mais tranquilos, mais à vontade. Não foi um dos nossos melhores jogos, mas o importante foi o resultado positivo", analisa o atleta, enfatizando a importância de exercer uma liderança saudável na equipe. "Procuro passar um pouco de tranquilidade, conversar individualmente com alguns companheiros que estavam um pouco desmotivados por causa da situação. O papel da nossa liderança foi exercer o potencial de cada um e mostrar que éramos capazes de reverter a situação como estamos conseguindo agora", afirma.
Vida ou morte contra o Zequinha
Em penúltimo no estadual, com três pontos, o Ypiranga sabe que - mais uma vez - não pode pensar em outro resultado que não seja a vitória contra o São José - outro clube em situação complicada, na lanterna, também com três pontos. E é justamente a situação adversa das duas equipes que faz Tairone projetar um duro duelo em Gravataí (o estádio do São José, o Passo D'Areia, não foi liberado pelo Corpo de Bombeiros), no próximo domingo (5). "Pelo lugar em que estão as duas equipes, vai ser um jogo muito mais difícil. Jogo contra o São José costuma ser um jogo mais atípico por causa do gramado [sintético], mas a gente saber que vai ser o jogo da nossa vida. Precisamos da vitória, independente da dificuldade do gramado, das dificuldades do adversário", enfatiza o jogador, na torcida para que o mando de campo para a partida mudasse. "Se não for no sintético, melhor pra nós. É complicado jogar lá, é uma arma a favor do São José. O nosso time se sente melhor com uma grama mais lisa, com o campo mais leve", explica.