Erechinense levada para prestar depoimento seria beneficiaria do esquema
Mais de 50 agentes da Polícia Federal (PF), com auxilio de servidores do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria - Geral da União (CGU), deflagraram nas primeiras horas desta sexta-feira (3), a 2ª fase da Operação Research, que apura uma fraude de R$ 7,3 milhões no repasse de bolsas e de auxílios à pesquisa na Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Ao todo foram cumpridos 19 mandados judiciais em diversas cidades, inclusive Erechim, em que os agentes cumpriram um mandado de condução coercitiva, levando uma mulher que não teve nome ou idade revelada, para prestar depoimento em Passo Fundo e que logo após foi liberada. Segundo a PF ela seria uma beneficiária do esquema fraudulento.
De acordo com as investigações a fraude funcionava através de pagamentos fraudulentos e milionários sistemáticos, feitos de forma mensal a pessoas que não têm qualquer vínculo com a UFPR, seja como professores, servidores ou alunos, entre os anos de 2013 e 2016. Foi constado que a maioria sequer possui curso superior, tendo sido verificado ainda que a maioria possui profissões como cabeleireiro, motorista de caminhão, cozinheiro e outras atividades que não exigem qualificação superior.
O nome da operação (research, ou pesquisa em inglês) é uma referência ao objetivo central das bolsas concedidas pela unidade, destinada a estudos e pesquisas pelos contemplados.