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Segurança

Brigada Militar espera reforço

Comandante do 13°BPM espera que o governo atenda solicitação a partir da formação de novas turmas

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Patrulhas intermuniciapais tem buscado manter antedimento da policia no interior
Por Leandro Zanotto leandroz@jornalbomdia.com.br
Foto Leandro Zanotto

Comandante do 13°BPM espera que o governo atenda solicitação a partir da formação de novas turmas 

A falta histórica de policiais militares é um problema que se agravou nos últimos anos em todo o Rio Grande do Sul.  Isso porque o efetivo da Brigada Militar, atualmente com 19 mil homens, é o menor em 15 anos segundo dados do próprio órgão de segurança. Na região do Alto Uruguai gapucho o déficit chega a 60%. Com esta defasagem os comandos regionais precisaram substituir os soldados de cidades com até 15 mil habitantes, por patrulhas intermunicipais, em que policiais militares de diferentes municípios se unem para manter o patrulhamento de rotina em funcionamento. De acordo com os comando a esperança é que a região receba reforços no efetivo, fato que não tem prazo para ocorrer.

Conforme o comandante do 13° Batalhão da Brigada Militar (13°BPM), de Erechim, Eliel de Souza Roque, as patrulhas intermunicipais tem sido uma ação estratégica utilizada pela corporação para aumentar a segurança para população e também para os policiais militares. "Percebemos que com esta queda no efetivo o único modo de fazer o patrulhamento com segurança é unindo os policiais da microrregião. Ao invés deles ficarem nos postos da BM sozinhos, juntos podem fazer a segurança em pequenas ocorrências polícias e até evitar ação de quadrilhas", ressalta.

Com menos policiais, muitos criminosos têm se aproveitado da situação para atacar em pequenos municípios, com foco em agências bancárias, fazendo reféns e provocando pânico geral. Atos como estes têm gerado preocupação por parte dos comandos da instituição. Segundo o coronel geral da BM, Andreis Dal'Lago, além da falta de efetivo o número de rotas de fugas, principalmente nas regiões da Serra, Planalto e Norte, servem para aumento deste tipo de crime. "O Estado precisa ir para esses locais para potencializar as comunidades, instrumentá-las com programas sociais", destacou Dal'Lago.        

Maximiliano de Almeida

No caso de Maximiliano de Almeida, última cidade alvo das quadrilhas no inicio de fevereiro deste ano, até a data do fato, existia apenas um policial militar no patrulhamento, segundo o vice-prefeito do município Mauri Moreira Branco. Após mobilizações da comunidade regional, questionando a carência de policiamento ostensivo, o comando do 10° Batalhão da Brigada Militar (10°BPM), que tem sede em Vacaria, confirmou que assim como em outras regiões, existe um estudo para trazer reforço de efetivo para as pequenas cidades, mas que a chegada de reforço para o efetivo policial não tem data prevista."Existe este estudo, mas não temos previsão de quando estes soldados devem retornar para suas cidades de origem", explica o capitão Rodrigo Schwaab da Silva, subcomandante da corporação da região Nordeste.

Alto Uruguai

Na região do Alto Uruguai o ataque mais violento ocorreu em Erval Grande, em outubro de 2016, mas desde agosto entidades regionais como o Conselho Comunitários de Segurança (Consepro), já estavam mobilizados no sentido de solicitar reforço de oficiais que moram no interior mas que estão na capital. "Enviamos em setembro um ofício para comando geral da BM e também para o governador. Conversei com o vice-governador e também com diversas lideranças, mas estamos em fevereiro de 2017 e até agora não tivemos nenhuma iniciativa do Estado", protestou o representante do Consepro Jayme Pereira. 

O comandante do 13° BPM, Eliel de Souza Roque, destaca que tem esperanças que a região receba o efetivo prometido pelo Estado. "Inclusive o novo comandante regional do CRPO - Planalto, o coronel, Jair Euclésio Ely, já esta com uma relação de nome destes oficiais, que foi entregue por mim. Pedimos que estes retornem à região, fato que foi sinalizado como positivo no ano passado e que deve ocorrer assim que novas turmas se formem na capital", ressalta. 

Mudança no 190

De acordo Roque, até que o reforço do efetivo não chegue a corporação tem reforçado outras iniciativas como a mudança do local de atendimento do número de emergência da Brigada Militar o 190. "Anteriormente quando as pessoas ligavam, chamava o telefone no posto de policiamento daquele município, que tinha apenas um soldado ou ninguém. Agora o chamado é direcionado para as sedes das companhias do interior. Formamos microrregiões com municípios próximos a cada cidade - Getúlio Vargas, Nonoai e Erechim - em que as pessoas ligam e lá tem um soldado 24 horas por dia para atender e que vai deslocar a viatura mais próxima que é monitorada via-satélite", pontua o comandante.

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