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Ensino

Temer garante sanção rápida da reforma

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Coordenadoria Regional de Educação projeta em uma implementação tranquila das mudanças
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Por Najaska Martins - najaska@jornalbomdia.com.br
Foto Najaska Martins/Arquivo BD

Coordenadoria Regional de Educação projeta em uma implementação tranquila das mudanças

Recentemente aprovada no Senado, a Medida Provisória (MP) 746/2016 que trata da reformulação do ensino médio, deverá ser sancionada rapidamente por parte da presidência da República. A afirmação foi feita por Michel Temer durante discurso em um evento realizado na quinta-feira (9). Na ocasião ele ressaltou que o debate sobre o assunto ocorre há 20 anos no Congresso Nacional

De acordo com a Constituição Federal, após aprovado pelo Congresso Nacional, o texto segue para a Presidência da República, que tem 15 dias úteis para aprovação ou veto. "Eu quero ver se eu sanciono nesses próximos dias muito rapidamente", afirmou Temer. Após sancionada a MP, as alterações podem começar a ser implementadas a partir de 2018. As mudanças porém, só serão sentidas efetivamente pelos estudantes a partir de 2019.

Implementação tranquila

O coordenador regional de Educação, Alencart Loch, afirma que na região a implementação deverá ser tranquila, já que ocorrerá de maneira gradual. "Em um primeiro momento, não teremos nada de diferente do que já vem acontecendo nas escolas. Algumas mudanças no Estado iniciam em 2018, como o caso da implantação em tempo integral em algumas escolas da região metropolitana de Porto Alegre. Isso, porém não ocorrerá em um primeiro momento em nossa região", pontua.

Questionado sobre a ampliação da carga horária, que é prevista na reforma, Loch salienta que o Rio Grande do Sul já está um passo à frente dos demais estados. Ele cita a reestruturação do currículo do ensino médio - concluída em 2014 - lembrando que as escolas gaúchas já oferecem carga horária de mil horas. "Assim será mais fácil ir aumentando gradualmente essa carga até que ela chegue às 1,4 mil horas de aulas por ano, como espera a reforma", projeta.

O coordenador pontua ainda que quanto a oferta das disciplinas do currículo obrigatório, será feita uma adequação às necessidades. "Inclusive, na área de ciências humanas que abrangem a Filosofia e Sociologia, obrigatórias no currículo, já solicitamos à Secretaria Estadual de Educação professores para irmos nos adequando. As coisas serão feitas em seu tempo", enfatiza Loch.

Coordenador comenta críticas às mudanças

Questionado sobre as críticas a alguns pontos da reforma, o coordenador afirmou que elas são "normais diante de mudanças". "Sempre que se implanta algum tipo de mudança, sabe-se que não se agradará a todos", destacou. Loch estima ainda que alguns aspectos da MP deverão pautar outras discussões futuramente. "Certamente teremos mais debates que resultarão em novas mudanças, pois muitas questões dessa reforma têm sido alvo de críticas e com certeza isso pesará nas próximas decisões", completa.

 

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