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Segurança

Corporação de Erechim manterá quartel aberto

Crise no efetivo não deve afetar a maior cidade do Alto Uruguai

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Corpo de Bombeiros de Erechim e Getúlio Vargas seguirão normalmente os trabalhos
Por Leandro Zanotto leandroz@jornalbomdia.com.br
Foto Leandro Zanotto

Crise no efetivo não deve afetar a maior cidade do Alto Uruguai

A falta de efetivo e a redução das horas extras estão sendo o motivo para o fechamento temporário de quartéis do Corpo de Bombeiros Militar, em todo o interior do Rio Grande do Sul. A crise no sistema se agravou com o inicio da operação Golfinho, que encaminhou para as regiões litorâneas cerca de 30% do efetivo do interior, que já trabalhava abaixo da média necessária. Sem bombeiros para cumprir a carga horária os comandos estão decidindo desativar as unidades, temporariamente. Entre as cidades afetadas estão Lagoa Vermelha, Estrela e Palmeiras das Missões.

Na região do Alto Uruguai as corporações de Erechim e Getúlio Vargas, descartam esta possibilidade de parar os trabalhos como no restante do Estado. De acordo com o comandante da 2° Companhia de Bombeiro Militar de Erechim, capitão Alessandro Bauer, a carência no efetivo e os cortes no orçamento das corporações contribuíram para situação, que foi controlada na maior cidade do Alto Uruguai com a redução de escalas. "Aqui conseguimos reduzir as escalas e manter o serviço funcionando, mas tem quartéis que não têm como reduzir, por que estão no limite de pessoal", explicou. 

Mesmo com o controle das jornadas de trabalho, com o baixo efetivo e para operar com mais tranquilidade, a corporação de Erechim precisou fechar temporariamente o posto avançado do Corpo de Bombeiros, no Bairro Três Vendas. A unidade construída pela comunidade há mais de dez anos chegou a ser reaberta no final de 2016, com o pagamento de horas extras, mas retornou a ser fechada pela falta de efetivo. 

Segundo dados do Comando Geral do Corpo de Bombeiros, atualmente o Rio Grande do Sul tem 2,3 mil bombeiros. O ideal seria um total de 4,8 mil soldados. Até o fim do ano, mais 220 deverão ingressar na reserva. Conforme Secretaria da Segurança Pública, dos 1,3 mil soldados-alunos da Brigada Militar que estão em curso atualmente, 260 devem ingressar na para corporação e desafogar a situação dos quartéis. A previsão é de que os novos profissionais estejam formados em junho de 2017.

 

 

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