Coordenadoria Regional de Educação trabalha para que escolas iniciem o ano letivo sem falta de docentes nas disciplinas
A área de Letras - que engloba as disciplinas de Português, Inglês e Espanhol – é a que tem o maior déficit de professores na região de abrangência da 15ª Coordenadoria Regional de Educação. Desde novembro do ano passado, o órgão trabalha para buscar formas de que o ano letivo de 2017 inicie sem falta de docentes tanto nesta área quanto nas demais disciplinas. A informação é da coordenadora adjunta, Clarisse Maronesi, que atua também na chefia de recursos humanos da 15ª CRE.
Entre os motivos para este ser um dos maiores gargalos da educação no Alto Uruguai, está o fato de que a maioria das equipes diretivas das escolas é formada por professores desta área. “Muitos dos nossos diretores, vices ou coordenadores de escolas são da área de línguas, ou seja, como não atuam em sala de aula, esta área acaba ficando deficitária nas escolas”, pontua Clarisse. A coordenadora ressalta ainda como um dos motivos que contribui para este cenário, a ausência de cursos de licenciatura na área de Letras na região, o que inviabiliza muitas vezes até mesmo a contratação de novos docentes, já que a oferta de profissionais formados nesta área vem diminuindo.
Embora não cite números, Clarisse destaca que a coordenadoria tem trabalhado desde o ano passado para organizar a distribuição de professores na região para que as escolas não iniciem o ano letivo de 2017 com falta de docentes. “Desde 2015 temos adotado um planejamento diferente para preencher as lacunas da falta de professores. De novembro a meados de dezembro, as escolas devem nos repassar qual será a situação e necessidades para o ano vindouro quanto aos professores. Elas devem nos informar sobre as licenças, aposentadorias e laudos para que a gente possa organizar o ano seguinte”, pontua.
Frente ao cenário geral apresentado por cada escola, Clarisse afirma que é feito um estudo para organizar a oferta de professores. “Por exemplo, se um professor fica sem carga horária em uma escola, ele cumprirá horário em outra instituição que tenha falta de docente para aquela disciplina”, diz. Segundo a coordenadora adjunta, após ser feito um levantamento, os dados são repassados à Secretaria de Educação, que é a responsável por fazer o direcionamento dos docentes. “Este ano já encaminhamos nosso levantamentos e agora aguardamos o retorno da Seduc”, afirma.
Formas de organização
Levantada a necessidade de professore em uma escola, Clarisse explica que a primeira medida é buscar um docente na instituição que possa cobrir a disciplina. Na falta de um, se busca em outras instituições. Caso a vaga ainda não seja preenchida, se busca na região alguém disposto a assumir. “Só em últimos casos se recorre às contratações temporárias ou nomeações”, pontua.
Sem citar números, Clarisse destaca ainda que a expectativa é de que o ano inicie sem problemas quanto aos professores, e ressalta que agora a 15ª CRE aguarda o retorno da Secretaria de Estado para traçar um panorama geral da região.