Daqui a alguns anos, quando o torcedor do Ypiranga for lembrar de como foi a temporada de 2016, não há dúvidas de que as memórias lhe trarão um sorriso ao rosto. Foi, afinal, um ano de grandes campanhas no Gauchão, na Copa do Brasil e na Série C do Campeonato Brasileiro. Ao mesmo tempo, é possível que essas recordações lembrem o torcedor do quão traiçoeiro pode ser o futebol: a equipe ficou no "quase" nos três torneios. Para que 2017 não seja lembrado no futuro como um ano de "quase conquistas", o Canarinho inicia a temporada com um grupo repleto de caras novas, a maioria disposta a deixar seu nome na história do clube.
"O 'quase' não coloca faixa no peito. Fomos bem, mas eu quero mais. Vamos trabalhar mais e melhor", afirma o vice-presidente Gilberto Pezzin, que, ao lado do presidente Luiz Felipe de Marchi, inicia o segundo ano de gestão com metas bem definidas e um balanço satisfatório do primeiro ano. "O clube tinha algumas coisas a evoluir, tanto em estrutura quanto em futebol", comenta Pezzin, enfatizando o cuidado dedicado a administrar o clube de maneira a torná-lo competitivo, mas sem cometer excessos financeiros. "Aqui nós fazemos bastante com pouco. Não podemos errar. Tudo passa pelo projeto financeiro. Muitas vezes não conseguimos segurar o jogador A ou B, mas não por que não queremos, mas devido aos custos", explica.
Em função disso, e, principalmente, do desejo de ver a equipe disputando posições melhores ou mesmo títulos, o Ypiranga teve boa parte de seu elenco e comissão técnica , agora liderada por Carlos Moraes, reformulados para a temporada. "Priorizamos jogadores técnicos e um treinador que trabalhe bastante a questão tática, que jogue um futebol moderno. Vamos ter um grupo focado e motivado", avalia o vice-presidente.
Objetivos realistas
Pezzin revela que os avanços estruturais pelos quais passou o Estádio Colosso da Lagoa continuarão em 2017, com as reformas dos vestiários e das casamatas, além de melhorias na iluminação e o projeto de dobrar o número de sócios.
Dentro do campo, as metas do dirigente são realistas, mas não menos otimistas. "Queremos chegar entre os quatro primeiros do Gauchão. Sabemos das dificuldades, mas é possível", reflete Pezzin. No ano passado, o Ypiranga foi o quinto colocado. Na Série C, o objetivo é subir para a Série B, enquanto na Copa do Brasil, por ser um torneiro de mata-mata, a ideia é "ir o mais longe possível".
Reforços motivados
Com 16 novos atletas incluídos no elenco, o técnico Carlos Moraes terá o desafio de entrosar os recém-chegados ao grupo que permaneceu em Erechim. E no que depender dos novos atletas, a torcida do Ypiranga terá motivos para lotar o Colosso da Lagoa. Vindo do Figueirense, o meia Diego Torres não esconde a confiança em viver um grande ano defendendo as cores do Canarinho. "O grupo foi montado a dedo, pelo perfil dos jogadores. Estou com a confiança elevada de que podemos almejar coisas grandes", afirma.
Artilheiro do Campeonato Gaúcho de 2015 pelo Passo Fundo, o atacante Michel dos Santos chega ao Ypiranga na expectativa de balançar as redes várias vezes. "Quero ajudar o time a brigar pelos títulos e também a buscar esse título pessoal que é a artilharia", comenta Michel, empolgado com o momento da equipe. "O Ypiranga vem numa crescente no cenário nacional. Isso me motivou a vir, é bom para a instituição e para o atleta".
O meia Kaio Wilker defendia o Mogi Mirim quando veio, no ano passado, disputar uma partida da Série C contra o Ypiranga. Sua boa atuação chamou a atenção da diretoria, que lhe fez a proposta para vir. A ansiedade para a disputa do primeiro Gauchão da carreira é grande, mas Kaio promete dar conta. "O Gauchão é pegado, é um campeonato de muita raça, muita vontade. Eu sou assim, sou competitivo. Vai ser muito positivo.
Ypiranga x Santos
Os ingressos para o amistoso contra o Santos já estão à venda. A partida será no próximo dia 18, no Colosso da Lagoa. As entradas custam R$ 70 (cadeira superior - masculino), R$ 35 (cadeira superior - feminino), R$ 30 (arquibancadas - masculino), R$ 15 (arquibancadas - feminino).