Famílias buscam alternativas para garantir descanso e diversão aos filhos no período sem aulas
O período compreendido entre dezembro e março costuma ser embaraçoso para muitas famílias. Com as férias escolares, pais precisam encontrar diferentes maneiras de adaptar a rotina com os filhos já que é comum nesta época que apenas as crianças estejam de folga. É o caso da fisioterapeuta Débora Rigon e do arte-finalista César Regalin. Pais da Helena, de dois anos, eles têm se desdobrado na busca por alternativas para a pequena, que está de férias da escola de educação infantil onde estuda, desde o dia 9 de dezembro.
A rotina da família que antes consistia em deixar a filha na escola por volta das 13h para então ambos se deslocarem ao trabalho precisou ser adaptada. “Ela estuda de tarde, então, pela manhã optei por ficar em casa por causa dela. Às 13h deixamos ela na escola e vamos trabalhar. Ela tem aula até 17h30, então, trabalho a tarde e à noite. Agora, durante as férias ela fica um dia com a vó, outro com a tia e quando ninguém pode ficar com ela, contratamos uma babá que possa cuidá-la”, revela a mãe.
Mesmo tirando uma semana de folga para aproveitar as férias da filha, Débora afirma que quase não dá conta do recado. “Estamos aproveitando de manhã juntas as férias, mas não está sendo fácil porque tem que ter muitas atividades, e ela tem uma energia...”, comenta.
A comerciante Luíza Bampi também têm enfrentado esse dilema com o filho, Ruan, de oito anos. “A gente têm se organizado junto com os avós e os tios, porque eu e meu esposo trabalhamos durante o dia e não temos com quem deixá-lo, pois nossas férias já terminaram. Tentamos aproveitar o tempo juntos à noite, mas ainda assim é complicado. Carecemos de um local que ofereça atividades para as crianças neste período”, complementa Luíza que diz que chegou a procurar colônias de férias na cidade, mas não se agradou das poucas opções que encontrou.
Brincando nas Férias
O calor de quase 30°C e a água fresquinha das piscinas do Clube Esportivo e Recreativo Atlântico eram a combinação perfeita para a tarde de quarta-feira (4), especialmente para quem está de férias escolares. Não à toa, um grupo de crianças aproveitava a tarde se divertindo no local, sob a supervisão de monitores. Logo adiante, outra turminha brincava no parquinho do clube, enquanto mais adiante, outros pequenos lanchavam para em seguida, retomar as brincadeiras e atividades oferecidas no projeto “Brincando nas Férias”, realizado pelo Sesc.
Além das brincadeiras, oficinas, confecção de brinquedos, gincanas, cinema, hora do conto e brinquedos infláveis também estão no rol de atividades oferecidas no Sesc e no Atlântico para grupos de 100 crianças que participam semanalmente do projeto que já é realizado há anos pelo Sesc. A iniciativa – como o próprio nome sugere – é uma alternativa para as crianças aproveitarem o período de férias e, antes mesmo de o ano começar, já estava com todas as vagas esgotadas. “A procura para esta temporada nos surpreendeu. Com certeza é uma opção para os pais já que, muitos não estão de férias neste período e não sabem como proceder com os filhos”, pontua a agente de atendimento do Sesc, Thainá Palhano.
Alternativas para passar o tempo
O primeiro mês de férias das gêmeas Vitória e Joana Lindner, de 11 anos tem se resumido a jogos, leitura, televisão e computador. A mãe, Jaqueline, e a irmã mais velha, Natália, se revezam para promover atividades para que as meninas aproveitem o descanso das aulas com diversão.
A mãe até tentou procurar uma colônia de férias, mas dado o pouco interesse das gêmeas, a aposta foi em atividades mais caseiras. “Além de assistirem TV, ficarem no computador elas estão lendo muito e eu estou inventando umas brincadeiras antigas para brincar com elas”, comenta Jaqueline. Passeios de bicicleta também constam na programação.
Com a mudança de rotina, a família toda está se adaptando. “Antes era corrido, porque elas tinham atividades todos os dias. Eu não trabalho fora, o que facilita muito, mas mesmo assim é complicado organizar uma programação que as deixe interessadas”, comenta. Com isso, ela e as meninas têm se dedicado a brincar com jogos em que todas podem participar, a exemplo do “Stop”, que foi apresentado às gêmeas nesta semana. “É divertido porque todas participam, e ao mesmo tempo estimula elas a pensarem”, finaliza.