A atuação de um ar quente associado a nebulosidade vem deixou os últimos dias com temperaturas mais elevadas e pancadas de chuva isoladas e as condições tendem a se manter semelhante nos próximos dias. Apesar de instável, as chuvas são irregulares, o que já indica a atuação do fenômeno La Niña de fraca intensidade.
De acordo com o observador meteorológico da Embrapa Trigo, Ivegndonei Sampaio, na véspera de Natal aumenta a nebulosidade ao longo do dia com pancadas de chuva entre a tarde e o início da noite. As temperaturas oscilam entre 21ºC e 29ºC.
O domingo de Natal será claro, passando a nublado, com possibilidade de chuva no fim do dia e a temperatura fica mais elevada desde o início do verão. A mínima fica em torno dos 21ºC e a máxima pode chegar aos 32ºC. De acordo com Sampaio, o início da última semana de 2016 deve ser marcado por chuvas, se estendendo até quarta-feira.
Conforme o monitoramento climático realizado pela Rio Grande Energia (RGE), entre os dias 3 e 7 e entre os dias 22 e 27 há possibilidade chuvas de incidência de raios e vento.
Mensalmente, o Centro de Operações Integrado (COI) da concessionária faz o acompanhamento das mudanças do clima no Estado para traçar estratégias para minimizar os efeitos dos temporais que castigam a rede de energia elétrica.
Segundo o estudo encomendado pelo COI, os modelos oceânicos apontam que o La Ninã, que se caracteriza pela rápida passagem das frentes frias pela região Sul do Brasil, deve se prolongar até o final do verão, em 2017.
Verão com menos chuvas
Sampaio enfatiza que o verão iniciou com diminuição das chuvas, tornando-se mais irregulares, podendo ser mais quente devido aos dias consecutivos sem chuva associado a baixa umidade relativa do ar. Essa conjunção deverá contribuir para aumentar a amplitude térmica diária (manhãs mais frias e tardes quentes devendo se estender até janeiro) e também para aumentar a evaporação nesse período (diminuir o volume dos reservatórios).
Essa condição acontece pela atuação do fenômeno oceânico-atmosférico La Niña de fraca intensidade.
Segundo o prognóstico climático do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o verão que começou às 8h44 do dia 21 termina às 7h29 de 20 de março de 2017.
A qualidade das chuvas – frequência e quantidade – nos meses de verão é fator crucial para o bom desempenho na produção de grãos da primeira safra e da safrinha no Brasil.
O Sul do Brasil poderá ter uma distribuição irregular de chuva. Isso pode acarretar diminuição na precipitação em grande parte do Sul do país.
Com o enfraquecimento das frentes frias, principais sistemas meteorológicos que ocasionam as chuvas entre a primavera e o verão, o destaque é para os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Especial atenção à agricultura (manejo da água), pois poderá haver longos períodos sem chuva na região (Rio Grande do Sul e Santa Catarina).