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Blog do Dennis Allan

Palavras que não estão na Bíblia (2)

Por Dennis Allan

Na última reflexão, consideramos vários termos que não se encontram nas Escrituras, mas que são usados para identificar conceitos bíblicos. Os exemplos citados foram: Bíblia, Encarnação, Onipresente/Onipresença, Onisciência, Trindade e Cristianismo.

É natural e até útil empregar termos como esses. Muitas vezes, são apenas outras formas de palavras que existem (“Bíblia”, por exemplo, é o plural da palavra que significa “livro”). Encarnação define em uma palavra o que foi dito pela frase “se fez carne”. Palavras que acuradamente descrevem conceitos bíblicos podem facilitar a comunicação e promover a compreensão. Esse desenvolvimento de termos pode ser resultado natural da evolução dos nossos idiomas.

Devemos, porém, reconhecer perigos com a criação ou adoção de palavras extrabíblicas.

Distorção Doutrinária. Se as palavras representam a invenção de novas doutrinas ou a distorção do ensinamento bíblico, devemos rejeitá-las. Paulo disse: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu pregue a vocês um evangelho diferente daquele que temos pregado, que esse seja anátema” (Gálatas 1:8). João acrescentou: “Todo aquele que vai além da doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho” (2 João 9).

Falta de Base Bíblica. É perigoso, também, basear a defesa de doutrinas em palavras não encontradas nas Escrituras. Se o ensinamento realmente é válido, vamos defendê-lo usando as Escrituras. Os bereanos foram elogiados por confiar na palavra do Senhor: “Ora, estes de Bereia eram mais nobres do que os de Tessalônica, pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (Atos 17:11).

Vaidade Intelectual. Um perigo menos óbvio é a invenção de termos para mostrar nossa inteligência ou conhecimento. Todas as disciplinas têm suas palavras técnicas e específicas, mas devemos resistir à tentação de criar ou usar palavras difíceis para nos exaltar. Desde as conversas no Éden, Deus sempre usou linguagem acessível para se comunicar com os seres humanos, e assim foi compreendido por pessoas comuns (Gênesis 2:15-17; 3:2-3).

Palavras extrabíblicas podem ser úteis, mas continua sendo preferível descrever conceitos das Escrituras com palavras encontradas nelas. Desta maneira, podemos minimizar confusão e ambiguidade e promover a compreensão da sã doutrina.

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