Duas perspectivas do mundo
Recentemente assisti a uma palestra de um cientista explicando os conflitos entre a teoria da macroevolução e a fé em Deus como Criador. Ele comentou sobre duas perspectivas distintas do mundo. Quem acredita no Criador olha para o mundo dessa ótica, assim compreendendo conceitos de moralidade, consciência, propósito etc. Por outro lado, quem atribui tudo ao acaso e a processos naturais não guiados por inteligência necessariamente vive nas limitações de uma perspectiva materialista.
Na mesma semana que assisti à palestra, li o Salmo 33 e percebi que o salmista trata das mesmas duas perspectivas. Ele coloca Deus no meio entre dois grupos distintos: as nações que acreditam na força humana e ideias da sua própria imaginação, mas não acreditam no Deus que as criou, e a nação escolhida que acredita em Deus e serve o Senhor. Essa distinção permeia o Salmo inteiro, mas pode ser vista com mais clareza em dois trechos dele: (1) uma afirmação do poder de Deus como Criador e (2) a implicação dessa afirmação para os povos das duas perspectivas.
A declaração do poder do Criador se encontra nos versos 6 a 9:
“Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles.
Ele ajunta em montão as águas do mar; e em reservatório encerra os abismos.
Que toda a terra tema o Senhor, que tremam todos os habitantes do mundo.
Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir.”
A questão de origens não é apenas um ponto para debate acadêmico, pois a conclusão sobre a existência do Criador tem implicações práticas. Quem rejeita o Criador depende de sua própria inteligência e força, o caso das nações que não servem a Deus. O povo de Deus encontra conforto em saber que o Senhor exerce controle. O salmista destaca essa diferença nos versos 10 a 12:
“O Senhor frustra os planos das nações e anula os intentos dos povos.
O plano do Senhor dura para sempre; os intentos do seu coração, por todas as gerações.
Feliz a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo que ele escolheu para a sua herança.”
O resto do Salmo 33 reforça essa distinção. Os reis e os valentes que confiam na sua força e no seu poder militar caem. Aqueles que confiam no Senhor permanecem. E Deus, com seus planos eternos, é o foco do debate que separa os dois grupos.
Duas perspectivas sobre Deus têm implicações práticas no dia a dia e levam a destinos completamente opostos. Felizes aqueles que confiam no Senhor.