O Natal (Parte III)
Símbolos - Estrela no Oriente
Acerca do episódio sobre a estrela que guiou os magos, indicando o local de nascimento de Jesus, Amélia Rodrigues, mencionada na obra Os Exilados da Capela, conclui:
“Seja qual for a hipótese respeitável sobre a estrela de Belém, a união dos Espíritos de Luz que mantinham o intercâmbio entre as duas Esferas formou um facho poderoso que indicava o lugar da tradição, em que Ele deveria começar o ministério entre os homens... Pastores e reis magos, todos videntes, convidados pelas Entidades Celestes, seguiram-na, cada um a seu turno, enquanto os cantores sublimes proclamavam: Glória a Deus nas alturas e paz na Terra entre os homens de boa vontade! ”
Jesus - A importância de Sua vinda
Abstraídas as informações históricas, o que fica é a importância de se ter uma referência para assinalar o nascimento daquele que foi a Luz na consciência dos indivíduos; daquele que foi o responsável, como afirma Haroldo Dutra Dias, por nos libertar da cegueira espiritual, da nossa paralisia no Bem.
Jesus é o marco de uma nova era. Um ser inigualável, que dividiu a história da Humanidade.
Ele ensinou que o vencedor, como nos lembra Divaldo Franco, não é aquele que esmaga seu oponente, mas aquele que supera suas imperfeições.
Não se condena a forma de comemorar essa data, o Natal, com árvores enfeitadas, Papai Noel, luzes coloridas, desde que, nos lembremos de quem está de aniversário e como Sua vinda nos fez exercitar os valores espirituais que devemos preservar.
Citando ainda, Divaldo Franco: na noite de Natal, lembramos de amigos, embriagamo-nos, fartamo-nos com os alimentos e os prazeres, como ocorria nas festas do solstício de inverno em Roma e, esquecemos do aniversariante.
Que nos recordemos que temos um Mestre, o Cristo, profundamente amoroso, velando por toda a Humanidade; marco incontestável na história do Planeta: o antes e o depois Dele.
Antes, a barbárie, a crueldade, as misérias humanas, o descaso com os desvalidos da vida (órfãos, viúvas, velhos, doentes...); depois, a Luz que iluminou novas formas de ver, de compreender o significado da palavra fraternidade (não obstante ainda não ter sido entendido vinte séculos depois), ensinando-nos que fazemos parte da grande Comunidade do Universo; que somos obra do mesmo Criador.
(Próxima tema: O Natal – Parte Final)