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Saúde

“O ideal é que possamos envelhecer com o máximo possível de qualidade de vida, levando em conta que

Avançar da idade com olhar atento

Por Izabel Seehaber
Foto Izabel Seehaber

Envelhecer com qualidade de vida e bem-estar, é o sonho da maioria das pessoas. Para tanto, alguns cuidados especiais da saúde se tornam essenciais para que esse ideal se torne realidade.

Profissionais de diferentes especialidades médicas, exaltam, ainda, a importância de buscar medidas de prevenção. Em paralelo, as consultas de rotina são suportes que não podem ser ignorados, sendo que podem, ainda, favorecer o diagnóstico precoce.

Com o passar do tempo, um campo que nem sempre é considerado no quesito ‘avançar da idade com saúde’, é a visão. “Há situações em que a pessoa “acostuma” com a visão de tal maneira e não percebe facilmente que necessita de ajuda”, alerta o médico oftalmologista de Erechim, André Hermes Agnoletto, citando que, atualmente, em torno de 50% dos pacientes são idosos.

O especialista destaca que, alguns problemas de visão podem surgir ainda por volta dos 50 anos, com uma dificuldade de enxergar de perto, por exemplo. Isso não é algo novo, mas se intensifica a partir dos 60 anos e, geralmente após os 70, há mais dificuldade de o paciente perceber se está com uma visão boa ou não. No caso da catarata, por exemplo, como a perda de visão é progressiva e lenta, muitas pessoas quase não percebem a mudança e isso gera riscos. “Os principais referem-se, por exemplo, a questão dos medicamentos, que a maioria dos idosos precisa tomar. Em várias situações são parecidos, tanto as caixas, como a cor e o formato dos comprimidos. Desse modo, se a pessoa tiver uma deficiência na visão e não contar com um auxílio, pode confundir e isso pode levar à outros problemas. Ao mesmo tempo, a maioria das pessoas com idade mais avançada busca constantemente a independência e não costuma pedir ajuda”, relata.

Além disso, André cita que podem haver quedas e fraturas. “Vale a atenção redobrada e muito diálogo para monitorar se algo está diferente e precisa ser buscado um serviço de saúde”, destaca, mencionando que, sempre que uma doença é identificada precocemente, as alternativas de tratamento podem ser ainda mais eficazes.

Entre os principais motivos de ir à um oftalmologista, está: uma irritação e coceira no olho, a troca do óculos, o glaucoma e a catarata, sendo esta última doença, a baixa de visão que é possível recuperar.

Uma preocupação, segundo médico de Erechim, é que muitas vezes são solicitados exames que nem sempre são feitos pelos pacientes. “Entendemos que é complicado, principalmente quando não há um plano de saúde, por exemplo e muitas pessoas necessitam economizar. No entanto, a área da saúde merece ser priorizada e o Sistema Único de Saúde (SUS) também fornece um suporte”, pontua.

Nesse sentido, Dr. André reforça que, algo que deve ser observado, ainda, é o período de espera, tanto pelo diagnóstico como pelo tratamento, o qual faz a diferença no êxito da recuperação.

DMRI: uma das principais causas de perda de visão

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (também conhecida como DMRI) é uma doença degenerativa que envolve a parte central da retina humana, a qual é responsável pela nitidez visual. Trata-se de uma doença no qual o principal fator de risco é a idade e surge, principalmente, após os 60 anos. Pessoas com pele e olhos claros, além de fatores ambientais como cigarro, exposição ao sol e alimentação com alta ingestão de gorduras saturadas, podem ajudar no aparecimento da DMRI. “Observamos, cada vez mais, a importância de as pessoas manterem suas consultas com o oftalmologista. A população estão vivendo mais e com uma exigência visual mais expressiva. O ideal é que possamos envelhecer com o máximo possível de qualidade de vida, levando em conta que a visão, boa ou não, não interfere apenas na saúde física, mas também, no bem-estar psicológico”, enaltece.

Vacinação e o retorno aos consultórios

Ao passo que os idosos puderam se vacinar contra o Coronavírus, aumentou o fluxo de pessoas nos consultórios, pois muitos sentiram-se mais confiantes para sair novamente de casa. De acordo com o especialista, o que também é perceptível, é que houve um aumento de consultas em razão de uma maior exigência da visão, especialmente por terem ficado mais em casa. “Hoje em dia é possível, via celular ou computador, buscar muitas informações, sem a necessidade de sair do pátio da residência. Isso favorece muito o dia a dia, de modo que, pessoas que utilizavam o óculos somente em determinados momento, passar a aderir a ele praticamente o dia todo”, comenta. 

Cuidados permanentes

Vale ressaltar que é fundamental que os protocolos de prevenção à covid-19, não sejam deixados de lado, mesmo após a imunização. “Por isso, é válido buscar horários com menos fluxo de pessoas no consultório e não se descuidar no trajeto ao médico”, alerta Dr. André.

Com todos os cuidados, é possível manter a saúde em dia e viver ainda mais feliz.