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Economia

Quem foi Oswaldo Aranha (“Pessoas ilustres e importantes do Brasil”)

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Por Roberto Ferron - Engº. Florestal, Consultor Florestal/Ambiental

Hoje vou mudar o foco, e escreverei uma série de matérias sobre algumas pessoas ilustres para o Brasil, RS, Região do Alto Uruguai e Erechim. Certamente, alguns até já estudamos ou lemos, mas vagamente lembramos. E relembrar suas trajetórias, feitos e obras enriquece o nosso conhecimento.

Você sabe quem foi Oswaldo Aranha?

Gaúcho nascido em Alegrete-RS, em 15 de fevereiro de 1894. Foi alfabetizado por sua mãe Luisa de Freitas Vale Aranha, e do Coronel da Guarda Nacional e fazendeiro Euclides Eugenio de Sousa Aranha, dono da Estancia Alto Uruguai em Itaqui. Passou a infância em Alegrete, cidade que seu avô fundou.

 “Foi um dos mais brilhantes diplomatas, advogados e estadistas da história do Brasil no século 20, amplamente reconhecido por sua articulação política interna e por colocar o país em posição de destaque na diplomacia mundial. Sua trajetória foi meteórica que o levou de líder revolucionário regional a presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) ”. Exerceu diversos cargos políticos, sendo Governador do RS por poucos dias em 1930. Após, Ministro da Justiça em 1930, Ministro da Fazenda por duas vezes de 1931-1934 e 1953-1954, e Ministro das Relações Exteriores de 1938 a 1944.

Atuou na política e na Revolução de 1930. “Aranha formou-se em Direito no Rio de Janeiro e iniciou sua carreira pública em solo gaúcho. Amigo íntimo e aliado crucial de Getúlio Vargas, ele foi um dos principais mentores e articuladores civis da Revolução de 1930, movimento que derrubou a República Velha e levou Vargas à presidência do país. Com a vitória do movimento, assumiu postos de altíssima relevância no governo federal: no Ministério da Justiça e Negócios Interiores, onde atuou na reestruturação institucional e jurídica do país; no Ministério da Fazenda, liderou reformas econômicas profundas em um período de forte instabilidade financeira global”.

Também, na Diplomacia e a Segunda Guerra Mundial: “a partir de 1934, Aranha passou a focar sua atuação nas relações exteriores. Serviu como embaixador do Brasil em Washington e estabeleceu laços estreitos com o governo do presidente americano Franklin D. Roosevelt. Como Ministro das Relações Exteriores (Chanceler) entre 1938 e 1944, ele desempenhou um papel vital durante a Segunda Guerra Mundial. Aranha foi o principal defensor do alinhamento brasileiro com os Aliados e contra as potências do Eixo nazifascista. Sua forte convicção democrática chocou-se com a ala militar autoritária do Estado Novo, o que o levou a renunciar ao cargo em 1944”.

Deixou um grande legado histórico na ONU e Israel: “em 1947, Oswaldo Aranha chefiou a delegação brasileira na recém-criada Organização das Nações Unidas. Sua habilidade de conciliação fez com que ele fosse eleito Presidente da II Assembleia Geral da ONU. Nesse cargo, ele presidiu a sessão histórica de 29 de novembro de 1947, que votou o plano de partilha da Palestina. Sua condução política dos debates foi essencial para a aprovação da Resolução 181, também conhecida como Plano de Partilha da Palestina, que pavimentou o caminho para a criação do Estado de Israel”.

Sua atuação marcante na ONU gerou dois grandes desdobramentos duradouros para o Brasil nesta organização mundial.

Sabiam que em reconhecimento ao protagonismo de Aranha, consolidou-se a tradição de que o representante do Brasil é sempre o primeiro chefe de Estado a discursar na abertura da Assembleia Geral da ONU?

Após sua trajetória gloriosa na ONU, “Aranha retornou ao Ministério da Fazenda em 1953, durante o segundo governo de Getúlio Vargas, tentando conter uma grave crise econômica nacional. Mas, afastou-se da política após o suicídio de Vargas em 1954 e faleceu em 27 de janeiro de 1960, no Rio de Janeiro”.

Este gaúcho e brasileiro, em 2020 seu nome foi inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, e no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves em Brasília. É o 42º brasileiro com essa honraria, ao lado de Tiradentes e Santos Dumont. 

Além do impacto político, ele “deixou sua marca na cultura popular, o famoso prato da culinária carioca, o Filé à Oswaldo Aranha (filé alto com muito alho frito, arroz, batatas portuguesas e farofa), foi batizado em sua homenagem por ser o pedido que ele frequentemente fazia no restaurante Cosmopolita, no Rio de Janeiro”.

Seus feitos lhe renderam muitas homenagens no Brasil e internacionalmente. Seu nome - Oswaldo Aranha batiza praças e ruas em diversas cidades do Brasil e de Israel, como Tel-Aviv e Jerusalém.

Até hoje foi o único brasileiro que presidiu a ONU. Faleceu em 27 de janeiro de 1960 no Rio de Janeiro.

 

                                   

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