A Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim iniciou, na quarta-feira (8), um treinamento sobre atendimento à parada cardiorrespiratória (PCR) voltado aos profissionais das unidades assistenciais. A capacitação é conduzida pelos médicos residentes do segundo ano (R2) do Programa de Residência Médica em Clínica Médica, Jonas Mainardi e Laura Pagliosa.
A atividade reúne profissionais da equipe assistencial para atualização dos protocolos institucionais, esclarecimento de dúvidas e discussão de situações da rotina hospitalar. Além da parte teórica, os técnicos de enfermagem participam de simulações práticas supervisionadas pelos residentes e pelas enfermeiras das unidades.
Entre os temas abordados estão o reconhecimento precoce do paciente grave, o acionamento da equipe de apoio, a realização da ressuscitação cardiopulmonar (RCP), a organização dos materiais, a verificação dos equipamentos de emergência, a comunicação entre os profissionais e o uso adequado dos equipamentos de proteção individual (EPIs).
Segundo o diretor executivo da Fundação Hospitalar Santa Terezinha, Rafael Ayub, "nas situações de parada cardiorrespiratória, cada segundo faz diferença. Por isso, manter as equipes constantemente treinadas, atualizadas e alinhadas aos protocolos garante uma resposta mais rápida, organizada e eficiente, aumentando as chances de um desfecho favorável para o paciente".
O treinamento será realizado de forma escalonada para atender todos os profissionais da equipe assistencial, contemplando os diferentes turnos de trabalho e padronizando as orientações teóricas e práticas sobre o atendimento à parada cardiorrespiratória.
A parada cardiorrespiratória ocorre quando o coração deixa de bombear sangue e a respiração é interrompida ou deixa de acontecer de forma eficaz. Considerada uma das principais emergências médicas, a situação exige atendimento imediato, já que as chances de sobrevivência diminuem a cada minuto sem assistência.
Os principais sinais incluem perda da consciência, ausência de resposta aos estímulos, ausência de respiração normal e ausência de pulso. Os protocolos orientam que a primeira medida seja garantir a segurança do local e acionar ajuda para o início do atendimento.