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Saúde

Tumor cerebral pode causar mudanças de comportamento e convulsões

Sintomas variam conforme a região afetada e diagnóstico precoce melhora o tratamento

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O tumor cerebral pode se manifestar de forma assintomática como alterações neurológicas e convulsões
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

O Brasil registra cerca de 11 mil novos casos anuais de tumor cerebral, segundo o Inca. Apesar de a dor de cabeça progressiva ser um sintoma conhecido, a doença pode se manifestar de formas variadas ou até permanecer silenciosa.

Especialistas alertam que alterações de comportamento, memória, visão, fala, força, equilíbrio, náuseas sem causa e convulsões podem indicar o problema, e devem ser investigadas quando persistentes.

Localização do tumor influencia os sintomas

Os tumores cerebrais não são uma única doença, mas um grupo de diferentes tipos, incluindo gliomas, tumores hipofisários, ependimomas e as metástases cerebrais, que surgem quando um câncer de outro órgão se espalha para o cérebro.

As manifestações clínicas variam de acordo com a área afetada: lesões em regiões motoras podem causar fraqueza em um lado do corpo; em áreas da linguagem, dificultar a fala e a compreensão; e em áreas visuais, provocar alterações na visão. Em alguns casos, quando o tumor se desenvolve em regiões “silenciosas” do cérebro, pode evoluir lentamente e sem sintomas por meses ou até anos.

Convulsão em adultos merece atenção

Entre os possíveis sinais da doença está a convulsão, caracterizada por contrações musculares involuntárias que podem envolver todo o corpo ou apenas parte dele. Quando esse episódio acontece pela primeira vez em um adulto sem histórico de epilepsia ou outras doenças neurológicas, a investigação deve incluir a possibilidade de um tumor cerebral, entre outras causas.

Exames permitem diagnóstico mais preciso

O diagnóstico começa com avaliação clínica e exame neurológico detalhado. Na sequência, exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, ajudam a identificar a presença e a localização da lesão.

A confirmação ocorre por meio da análise anatomopatológica, realizada após biópsia ou cirurgia. Atualmente, além da avaliação microscópica, também são pesquisadas alterações moleculares nas células tumorais. Esses marcadores permitem identificar com maior precisão o tipo de tumor e contribuem para a definição do tratamento mais adequado para cada paciente.

Diagnóstico precoce amplia as chances de recuperação

Identificar a doença nas fases iniciais aumenta significativamente as possibilidades de sucesso do tratamento, melhora a sobrevida e preserva a qualidade de vida. Em muitos casos, a retirada do tumor impede a progressão dos déficits neurológicos e pode até possibilitar a recuperação de funções comprometidas.

Pacientes que apresentam perda de força em um dos lados do corpo, por exemplo, podem voltar a caminhar, movimentar braços e mãos e recuperar a autonomia para realizar atividades diárias e profissionais após a remoção da lesão e o processo de reabilitação.

Causas ainda são desconhecidas na maioria dos casos

A maior parte dos tumores cerebrais surge sem uma causa identificável. Entre os fatores de risco conhecidos está a exposição prévia à radiação ionizante, como radioterapia realizada na região da cabeça.

Algumas síndromes genéticas raras, entre elas a neurofibromatose e a síndrome de Li-Fraumeni, também aumentam a predisposição para o desenvolvimento da doença. Por outro lado, não existem evidências científicas consistentes que relacionem o uso de celulares, fornos de micro-ondas ou traumas cranianos ao aparecimento de tumores cerebrais.

Tratamento reúne cirurgia, terapias e tecnologia

O tratamento varia conforme o tipo, localização e estágio do tumor, podendo incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapias-alvo, de forma isolada ou combinada.

Entre os avanços tecnológicos, destaca-se a neuronavegação, que utiliza imagens de ressonância magnética e tomografia para criar um mapa tridimensional do cérebro. A técnica permite maior precisão na localização do tumor, reduzindo riscos de lesões em áreas críticas e aumentando a segurança cirúrgica.

Apesar dos benefícios, o recurso ainda é mais comum em pacientes com acesso a planos de saúde. A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia defende a ampliação da tecnologia, destacando seu potencial para reduzir sequelas e aprimorar a remoção dos tumores.

Reabilitação pode continuar por meses ou anos

Após o tratamento, muitos pacientes conseguem recuperar funções motoras e cognitivas por meio da neuroplasticidade, capacidade do cérebro de reorganizar suas conexões e se adaptar ao longo da vida. O processo envolve fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e reabilitação neurocognitiva.

O potencial de recuperação varia conforme fatores como idade, localização e extensão da lesão, além da rapidez com que a reabilitação é iniciada. A evolução tende a ser gradual e pode se estender por meses ou anos, com o acompanhamento multidisciplinar sendo essencial para ampliar a independência, recuperar habilidades e melhorar a qualidade de vida.

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