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Economia

Atividade física desde a infância molda saúde e desenvolvimento ao longo da vida

Estímulos motores precoces impactam corpo, cognição e relações sociais e reduzem riscos de obesidade e doenças crônicas

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O movimento pode e deve começar desde o nascimento e, ao longo da vida, é essencial para o desenvolv
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

A atividade física pode começar em qualquer fase da vida, inclusive nos primeiros dias após o nascimento, respeitando as condições do bebê e do ambiente. Nessa fase, o foco é a exploração do corpo e do espaço, não o desempenho. Estudos indicam que estímulos motores adequados na infância aumentam a chance de um estilo de vida ativo na vida adulta.

Na infância, o movimento contribui para o desenvolvimento físico, emocional, cognitivo e social, além de favorecer a interação com o ambiente e a formação de habilidades essenciais.

Alfabetização física e desenvolvimento integral

Estudos em saúde e desenvolvimento humano indicam que cerca de 20% da saúde ao longo da vida está ligada à genética, enquanto aproximadamente 80% dos riscos na vida adulta se relacionam ao ambiente e ao estilo de vida.

A alfabetização física envolve dimensões motora, afetiva, cognitiva e social, ligadas a movimento, motivação, compreensão corporal e interação. A estimulação precoce do movimento favorece esse desenvolvimento integrado.

Benefícios para a saúde na infância

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a atividade física contribui para a saúde óssea, o desenvolvimento muscular e a maturação motora e cognitiva de crianças e adolescentes, além de melhorar a aptidão cardiorrespiratória, o metabolismo e o controle da gordura corporal.

A OMS também destaca que a competência motora na infância está associada à continuidade da prática de exercícios ao longo da vida, o que favorece melhores indicadores de saúde na idade adulta.

Prevenção da obesidade e doenças crônicas

A obesidade infantil é um desafio de saúde pública. No Brasil, mais de 14% das crianças menores de cinco anos têm excesso de peso ou obesidade, acima da média global. Evidências apontam a atividade física como fator central na prevenção.

Uma meta-análise de 2024 (204 ensaios clínicos) e uma revisão da Cochrane indicam que intervenções com exercício reduzem o risco de obesidade em crianças e adolescentes.

Além disso, a prática regular melhora a saúde metabólica e cardiovascular e reduz riscos de doenças crônicas na vida adulta.

Movimento, cognição e relações sociais

O movimento contribui para o desenvolvimento cognitivo, social e emocional, envolvendo funções como atenção, memória, planejamento e tomada de decisão, além de favorecer a aprendizagem. Estudos associam habilidades motoras precoces ao desempenho escolar.

Também está ligado ao bem-estar, sono, autoestima e regulação emocional, além de estimular cooperação, empatia e resolução de conflitos no convívio social.

Pesquisas indicam ainda que a diversidade de movimentos ativa áreas cerebrais relacionadas ao raciocínio, especialmente nas regiões frontais.

Recomendações de tempo de atividade

As orientações de saúde recomendam estimular o movimento desde o nascimento. Nos primeiros seis meses, o tempo de bruços deve ser feito em períodos curtos ao longo do dia, aumentando gradualmente. Entre seis e doze meses, prioriza-se o tempo no chão e reduz-se o uso de equipamentos restritivos.

Dos um aos dois anos, indicam-se cerca de 180 minutos diários de atividade de qualquer intensidade. A partir dos dois anos, a recomendação se mantém, com inclusão de atividades moderadas a vigorosas. Entre cinco e dezessete anos, a Organização Mundial da Saúde recomenda ao menos 60 minutos diários de atividade moderada a intensa, além de fortalecimento muscular e ósseo.

Apesar das variações por idade, a diretriz é clara, qualquer movimento é melhor do que a inatividade, sobretudo quando incorporado à rotina diária.

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