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Cultura

A escrita de um Frentista: memórias que abastecem a alma

Coletânea de crônicas escritas pelo jornalista José Adelar Ody será lançada durante a Feira do Livro

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Por Assessoria
Foto Divulgação

Em "Crônicas de um Frentista de Erechim", o jornalista José Adelar Ody convida o leitor para um encontro íntimo com sua memória e, por extensão, com a própria história de Erechim. O livro reúne 23 crônicas publicadas ao longo da carreira do jornalista, numa mostra do estilo do autor, que utiliza lembranças do passado para explicar fatos e sentimentos do presente.

Na obra, José Adelar Ody expõe sua trajetória e a história de Erechim em crônicas confessionais e bem-humoradas, passando por temas como futebol, política, cotidiano, acontecimentos locais e globais, misturando ficção e realidade. Com sensibilidade e textos muito bem construídos, é corajoso o suficiente para se instalar como um dos personagens em vários textos, e aqui ou ali, inserir outros personagens famosos de Erechim.

O nome da obra tem duplo significado: remete ao primeiro emprego do autor, como frentista de um posto de gasolina, e também define sua trajetória como jornalista — um profissional que trabalha na linha de frente, capturando informações para abastecer a comunidade com o combustível essencial à formação de cidadãos conscientes.

O título, longe de ser uma escolha aleatória, é uma declaração de princípios. Seja como o jovem que trabalhou na linha de frente de um posto de gasolina, seja como o profissional que dedicou décadas a "abastecer" a comunidade com informação de qualidade, Adelar sempre foi um frentista: aquele que trabalha na linha de frente, observa, captura e entrega o essencial.

Quem prefacia essa obra de forma brilhante é o Dr. Alcides Mandelli Stumpf, médico, escritor e amigo de quatro décadas, escolhido para ser o Patrono da 27ª Feira do Livro. Em seu texto, Stumpf revela como a leitura das crônicas aprofundou o conhecimento que tinha do autor:"Aqui ele se expõe de maneira singular: confessional, bem-humorada, de bem com a vida e com o seu passado – semelhante ao verbo - imperfeito."

Stumpf nos guia por essa descoberta, destacando o valor histórico da obra, que "de modo informal resgata nomes memoráveis que fizeram Erechim chegar pujante aos dias de hoje". E conclui com a célebre frase de Napoleão a Goethe:"Eis um homem!". E completa:"Ao fechar a última página, permanece a certeza: não se leu apenas um livro, conheceu-se um homem."

O projeto editorial da obra coube à autora e colega da Academia Erechinense de Letras Marielise Ferreira. Já na apresentação do livro ela destaca a importância da crônica como meio de opinar sobre a realidade de forma sensível, um texto para confortar, consolar e oferecer reflexões e soluções — sem nunca machucar demais. “É incrível como a leitura flui, com transições perfeitas de memórias de infância do Autor para a realidade atual, nos brindando com fatos que relembram também a infância de quem morou em Erechim”, conta Marielise.

Nesta coletânea, José Adelar Ody reúne crônicas que são verdadeiros retratos da vida erechinense. Com a memória prodigiosa de quem testemunhou grandes momentos da história local e a sensibilidade de quem sabe transformar o cotidiano em literatura, o autor passeia por temas que se constituem em marcos históricos da cidade e do mundo. Há crônicas que arrancam sorrisos — especialmente pelo uso proposital de grafias que resgatam a fala dos descendentes de imigrantes — e há aquelas, capazes de levar às lágrimas. Em todas, porém, predomina um texto que flui de forma agradável: ora simples e direto, ora poético e erudito.

A Doutora em Linguística Helena Confortin, que premiou a obra com sua revisão linguística, destaca o trabalho e habilidade do autor em transformar o que é leve, corriqueiro, do dia a dia, em uma obra de arte literária. “O autor usa as palavras para, com humor e ironia (re)construir situações cotidianas reais. Uma obra real e divertida”, salienta.

Para o jornalista, também autor da obra “Atlanga: 40 anos de amoções”,  a publicação do livro “Crônicas de um Frentista de Erechim” é a realização de um sonho. “Fico feliz ao lembrar que talvez esta coletânea contemplará, em parte, o pedido de amigos e leitores que vinham me sugerindo um trabalho desta ordem. Ao mesmo tempo me açuça muito, agora, a vontade de publicar outros, porquanto tenho centenas de crônicas sobre temas variados”.

Quem conhece Erechim certamente se reconhecerá nestas páginas. Quem não conhece, encontrará neste livro um retrato afetuoso e honesto de uma cidade e de um homem que a ajudou a construir.

A obra

Crônicas de um Frentista de Erechim apresenta crônicas assinadas por José Adelar Ody, em 238 páginas. Com o selo da Academia Erechinense de Letras, a obra está disponível nos formatos impresso e e-book, e poderá ser adquirido durante a feira do livro no estande da AEL, onde o leitor poderá ter contato direto com o Autor. O e-book estará disponível na Amazon.

O livro será lançado na27ª Feira do Livro, a ser realizada de 1 a 10 de maio na Praça do Livro (Praça Jayme Lago). O autor participará de uma roda de conversa com sessão de autógrafos no dia 5 de maio, a partir das 18h30min, no Painel juntamente com outros autores.

Por que ler este livro?

  • Para se reconhecer: Se você mora ou passou por Erechim, vai encontrar personagens famosos (com nomes reais ou fictícios) e sentir uma forte nostalgia.
  • Para se emocionar: Com a coragem do autor de se colocar como personagem e tratar de temas universais como família, política e futebol.
  • Para saborear a língua: Com a riqueza das "grafias incorretas" propositais que eternizam o jeito de falar dos descendentes de imigrantes.

Sobre o autor

José Adelar Ody é o "Frentista da Comunicação". O apelido, que dá título a este livro, carrega uma dupla e justa homenagem: ao primeiro emprego, como frentista de um posto de gasolina, e à trajetória de mais de quatro décadas atuando na linha de frente do jornalismo erechinense.

Sua assinatura tornou-se referência nos principais veículos de comunicação da região e do Estado, sempre com a marca de um profissional dedicado, competente e comprometido com a verdade.

Membro da Academia Erechinense de Letras, Adelar revela nesta obra outra face de sua relação com as palavras: a do cronista sensível, que transforma memória em literatura e cotidiano em afeto. Neste livro, o jornalista cede espaço ao escritor — e o leitor ganha a oportunidade de conhecer, verdadeiramente, o homem por trás da pena.

 

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