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Saúde

Fisioterapia pélvica transforma o envelhecimento

Manter os músculos perineais ativos contribui para bem-estar físico e emocional

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A fisioterapia pélvica ajuda a prevenir, minimizar e tratar disfunções do assoalho pélvico
Carolina Girardi e Carine Paula Kich
Por Marcelo V. Chinazzo
Foto Divulgação

O interesse crescente pela saúde do períneo em adultos idosos está relacionado ao papel fundamental do grupo muscular perineal, responsável por sustentar os órgãos pélvicos e auxiliar no funcionamento correto da continência urinária e intestinal. “A fisioterapia pélvica, que é a área que trata as disfunções do assoalho pélvico, vai atuar orientando, prevenindo, adiando, minimizando ou revertendo esses comprometimentos funcionais”, explica a fisioterapeuta Carine Paula Kich, Crefito 61720-F.

Alterações fisiológicas com o envelhecimento

Com o envelhecimento, o corpo sofre alterações hormonais, musculares, neurais e nos tecidos, que afetam o desempenho muscular e podem gerar distúrbios na função urinária, intestinal e sexual. Além disso, fatores acumulados ao longo da vida, como obesidade, gestações múltiplas, excesso de esforço físico, tosse crônica, histórico de cirurgias pélvicas, sedentarismo e menopausa, aumentam a probabilidade de surgirem essas disfunções.

Distúrbios pélvicos mais comuns em idosos

Entre os distúrbios mais frequentes na terceira idade estão a incontinência urinária, que se manifesta pela perda involuntária de urina ao tossir, espirrar ou pular, e a urgência urinária; dificuldade no controle de gases e fezes; dores pélvicas; diminuição da elasticidade devido à menopausa; prolapsos de órgãos como bexiga, útero e reto; constipação intestinal; e distúrbios sexuais, incluindo dores e perda de libido. “É importante salientar que essas alterações são muito comuns, mas nunca são consideradas normais ou obrigatórias”, pontua a Fisioterapeuta Carolina Girardi, Crefito 378139-F.

Como a fisioterapia pélvica atua

O fisioterapeuta pélvico atua de forma preventiva e terapêutica, utilizando técnicas individuais para cada paciente, com o objetivo de promover bem-estar, independentemente do sexo. De maneira geral, o tratamento inicia-se com uma avaliação completa, que inclui anamnese e exame físico, seguida de exercícios específicos para cada caso. Dependendo da necessidade, podem ser aplicadas técnicas como liberação perineal, eletroestimulação, biofeedback e mobilizações pélvicas.

“Quando falamos do idoso, por vezes, se faz necessárias algumas adaptações nas condutas fisioterapêuticas, para poder promover maior conforto e praticidade, na hora de realizar os exercícios pélvicos”, esclarece Carine. Entre essas adaptações, estão exercícios realizados sentados ou deitados na maca, e, nos casos em que não há contração ativa, o uso de eletroestimulação e biofeedback para aprendizado.

Constância e dedicação no tratamento

Para alcançar resultados no fortalecimento do assoalho pélvico, é essencial a constância nos exercícios e o cumprimento dos protocolos estabelecidos pelo fisioterapeuta. “O que sempre frisamos para os pacientes, é que existe o empenho do profissional, o fisioterapeuta, mas também precisa a mesma dedicação do paciente em casa”, reforça Carolina. Normalmente, os resultados começam a aparecer após algumas sessões, que podem ocorrer semanalmente ou quinzenalmente, dependendo do caso clínico.

Envelhecer com qualidade de vida

Na terceira idade, é fundamental compreender as mudanças do corpo e buscar o que é necessário para manter uma vida plena e com qualidade. O acompanhamento fisioterapêutico do períneo permite que os idosos preservem funções essenciais, prevenindo ou tratando disfunções e garantindo bem-estar físico e emocional mesmo após os sessenta anos.

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