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Economia

Ministério Público e Procon monitoram preço dos combustíveis em Erechim e região

Órgãos estadual e municipal vão fiscalizar qualquer movimentação com relação a falta e oscilação de preços nas bombas

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Por Carlos Silveira
Foto ASCOM

 O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Erechim, órgão vinculado à Secretaria Municipal de Gestão e Governança, realizou na manhã desta quinta-feira (12) uma ação de orientação em postos de combustíveis do município. A iniciativa teve como objetivo prevenir a cobrança abusiva de valores e reforçar as regras de transparência na formação de preços ao consumidor.

 A mobilização foi motivada pelo aumento no preço médio da gasolina e do diesel observado em algumas regiões do país, cenário que tem gerado preocupação entre consumidores e autoridades. A alta estaria relacionada às tensões internacionais envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, o que pode provocar especulações no mercado de combustíveis.

 Durante a ação, equipes do Procon visitaram estabelecimentos para dialogar com os responsáveis e orientar sobre a necessidade de cautela em eventuais reajustes, principalmente quando não há alteração oficial nos preços praticados pelas refinarias.

 A diretora do Procon de Erechim, Roseli Batisti, também reforçou que o órgão não possui competência para definir ou tabelar preços de combustíveis, mas atua na fiscalização quando há indícios de irregularidades. “O Procon não fixa, não tabela e não regula o preço da gasolina, do etanol ou do diesel. Esses valores são definidos pelo mercado. No entanto, podemos agir quando houver suspeita de aumento abusivo, falta de informação clara ao consumidor ou qualquer prática que viole o Código de Defesa do Consumidor”, explicou.

 A orientação aos postos também reforça que reajustes baseados apenas em especulações sobre o mercado internacional não são justificáveis, especialmente quando não há anúncio oficial de aumento por parte da Petrobras nos preços dos combustíveis vendidos nas refinarias.

Ministério Público acompanha movimentação

 O Promotor do Ministério Público de Erechim, Fabrício Alegretti destacou a reportagem do Jornal Bom Dia que: “estamos monitorando e acompanhando a situação, não só aqui na cidade de Erechim mas também na região; caso haja necessidade o Ministério Público irá intervir, inclusive por meio da atuação da equipe do Centro de Apoio do Consumidor e da Ordem Econômica”.

Com relação ao estado do Rio Grande do Sul, entidades do setor afirmam que não há falta generalizada de gasolina, porém, há relatos pontuais de redução de estoque ou falta em alguns postos, especialmente em determinadas cidades do interior.

Diesel é o combustível mais afetado

 A maior preocupação no momento é o diesel, essencial para o transporte e para o agronegócio, produtores rurais relatam dificuldades de entrega e atrasos nas remessas, justamente no período de colheita de soja e arroz no Estado e o aumento do preço internacional do petróleo e problemas de importação estão pressionando o mercado.

Medidas para evitar crise

 A Petrobras chegou a ofertar volumes extras de diesel por meio de leilões no Sul, tentando equilibrar a oferta diante da demanda maior e a ANP monitora a situação e afirma que os estoques no Estado ainda são suficientes para garantir o abastecimento regular.

O que pode acontecer nos próximos dias

 Especialistas apontam três possíveis efeitos no curto prazo: Aumento gradual dos preços nos postos, oscilações no abastecimento em algumas cidades e maior pressão sobre o diesel, principalmente no interior agrícola.

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