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Saúde

Apneia do sono vai além do ronco e afeta a saúde do coração

Distúrbio provoca pausas respiratórias durante a noite, fragmenta o sono e aumenta o risco de doenças cardiovasculares

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O CPAP é o tratamento mais indicado para a apneia do sono. Com o uso de uma máscara, ele mantém as v
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

Mais do que um ronco ocasional, a apneia do sono é um distúrbio caracterizado por interrupções repetidas da respiração durante o sono. Essas pausas, muitas vezes imperceptíveis para quem dorme, fragmentam o descanso e reduzem a oxigenação do organismo. Quando não tratada, a condição está associada a um aumento do risco de problemas como hipertensão arterial, arritmias, síndrome metabólica e doenças cardiovasculares, impactando diretamente a qualidade de vida.

Como ocorre a apneia do sono

A apneia do sono acontece quando a respiração é interrompida diversas vezes ao longo da noite. Em resposta a essas pausas, o corpo pode provocar microdespertares para que a respiração seja retomada, mesmo que a pessoa não se lembre desses episódios ao acordar. Existem duas formas principais do distúrbio. A mais comum é a apneia obstrutiva do sono, causada pelo relaxamento excessivo da musculatura da garganta, que acaba bloqueando a passagem do ar. Já a apneia central do sono ocorre quando há uma falha no controle da respiração pelo cérebro, tornando-a mais lenta, superficial ou irregular.

Apesar de terem mecanismos diferentes, ambas podem gerar consequências semelhantes, como a redução da oxigenação do sangue, a interrupção das fases profundas do sono, maior risco de doenças cardiovasculares, além de sintomas como irritabilidade, cansaço excessivo e sonolência durante o dia.

Principais causas e fatores de risco

Na apneia obstrutiva do sono, diversos fatores podem contribuir para o seu surgimento ou agravamento. Entre eles estão a obesidade, a predisposição genética, o envelhecimento, o consumo excessivo de álcool, o uso de sedativos, alterações hormonais como o hipotireoidismo, a doença do refluxo gastroesofágico, a acromegalia e o histórico de acidente vascular cerebral.

Já a apneia central do sono está relacionada a falhas no sistema nervoso responsável pelo controle da respiração. Situações como exposição a grandes altitudes, infecções cerebrais, condições congênitas, uso de opioides e insuficiência cardíaca podem estar associadas ao desenvolvimento desse tipo de apneia.

Ronco pode ser sinal de alerta

O ronco é provocado pela vibração das estruturas das vias aéreas durante a passagem do ar, especialmente quando esse espaço está reduzido. Em muitas pessoas, roncar é apenas uma resposta comum do organismo e não indica doença. No entanto, quando o ronco é frequente, alto e irregular, pode ser um sinal de apneia obstrutiva do sono, principalmente se vier acompanhado de engasgos ou sensação de sufocamento à noite, despertares frequentes, boca seca ou dor de garganta ao acordar, dores de cabeça matinais, fadiga constante, dificuldade de concentração, lentidão no raciocínio, sonolência excessiva durante o dia e irritabilidade. Diante desses sinais, a orientação é procurar um médico para investigação adequada.

Como é feito o tratamento

O tratamento mais utilizado para a apneia do sono é a pressão positiva contínua nas vias aéreas, conhecida como CPAP. O método utiliza uma máscara que mantém as vias aéreas abertas durante o sono, facilitando a respiração e prevenindo as pausas respiratórias. Dependendo do caso, outras abordagens podem ser indicadas, como o controle dos fatores de risco, o uso de dispositivos orais, procedimentos de estimulação elétrica das vias aéreas ou até intervenções cirúrgicas.

Além das terapias específicas, mudanças na rotina também ajudam no controle da condição. Evitar o consumo de álcool, cigarro e medicamentos que causam sonolência, como alguns anti-histamínicos, pode contribuir para noites de sono mais seguras e reparadoras.

Hábitos que favorecem um sono de qualidade

Mesmo quem não convive com a apneia do sono pode se beneficiar de práticas que melhoram a qualidade do descanso. Manter horários regulares para dormir e acordar, deitar-se apenas quando estiver com sono, evitar refeições próximas do horário de dormir e reduzir a exposição a telas antes de deitar são algumas medidas importantes. Também é recomendado finalizar atividades profissionais pelo menos duas horas antes de dormir, evitar exercícios muito intensos à noite e, caso o sono não venha após cerca de meia hora na cama, levantar-se para realizar alguma atividade relaxante, como leitura leve ou meditação.

A apneia do sono é uma condição comum, tratável e muitas vezes subdiagnosticada, justamente por estar associada a sintomas considerados banais, como ronco e cansaço excessivo. Observar os sinais do corpo e buscar avaliação profissional são passos fundamentais para preservar a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida.

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