A fertilidade feminina depende de uma complexa interação de hormônios que regulam a ovulação e preparam o útero para a gestação e alterações nesses hormônios podem dificultar a concepção, aumentando os riscos de infertilidade.
Estrogênio e progesterona
O estrogênio e a progesterona integram a cascata hormonal responsável pela ovulação e pela preparação do útero para a gestação. Segundo a endocrinologista Dra. Alessandra Nodari Giollo, “condições como obesidade, anorexia, síndrome dos ovários policísticos (SOP) e doenças da hipófise e da suprarrenal podem dificultar a ovulação ou a fixação do embrião”. Desequilíbrios nesses hormônios podem levar a ciclos irregulares e dificultar a concepção, tornando essencial a identificação e o tratamento das causas.
Prolactina
A prolactina é o hormônio responsável pela produção de leite na gestação e na amamentação, mas seu aumento fora desse período é considerado anormal. Estresse, distúrbios do sono, uso de medicamentos e alterações na hipófise estão entre as principais causas. Quando elevada, a prolactina interfere no eixo hormonal, reduzindo os níveis de LH e FSH, o que pode impedir a ovulação. Ajustes no estilo de vida e tratamento médico adequado ajudam a normalizar o hormônio e a recuperar a fertilidade.
Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) e infertilidade
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) provoca ciclos menstruais irregulares, aumento de androgênios e presença de múltiplos cistos nos ovários, podendo levar à infertilidade. “Essas alterações cursam com ciclos anovulatórios, ou seja, ciclos em que não há liberação do óvulo”, explica a Dra. Alessandra. Segundo a médica, com acompanhamento especializado, ajustes na alimentação, prática de atividade física e, em alguns casos, uso de medicamentos, é possível aumentar as chances de gestação.
Resistência à insulina e impacto na fertilidade
A resistência à insulina ocorre quando o organismo produz o hormônio em excesso, mas com ação reduzida. A condição está associada à obesidade, ao diabetes mellitus e à síndrome dos ovários policísticos (SOP), podendo levar ao aumento de androgênios, alterações hormonais e anovulação. Estratégias como perda de peso e uso de metformina ajudam a reduzir o problema e podem melhorar a fertilidade.
LH e FSH
LH e FSH, hormônios produzidos pela hipófise, são fundamentais para a ovulação e a produção de estrogênio, além de estimularem o crescimento dos folículos ovarianos. Após a ovulação, a progesterona atua na preparação do útero para uma possível gestação. Segundo a Dra. Alessandra, “esse processo todo depende da interação de vários hormônios, sendo que alterações em qualquer um deles podem impedir a ovulação ou a implantação do óvulo”. A médica ressalta ainda que condições como obesidade, anorexia, síndrome dos ovários policísticos e doenças da hipófise podem interferir na secreção hormonal e levar à infertilidade.