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Cultura

Quando a união faz toda a diferença e mostra sinais positivos para toda uma comunidade

O que dizem profissionais ligados a cultura e a história após anúncio de recursos para o restauro do Castelinho

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Por Carlos Silveira
Foto Arquivo BD

         União de esforços, visão conjunta e foco no que era importante para o município de Erechim, principalmente quando se fala de um dos maiores patrimônios históricos, o Castelinho que até a última segunda-feira estava na escuridão e com a incerteza de que uma luz no final do túnel apareceria para acabar com um sofrimento que se arrastava há muitos anos.

         Assim dá para definir o anúncio dado pela municipalidade, juntamente com o Ministério Público da vinda de R$ 6,6 milhões de reais, oriundos do próprio órgão do Judiciário e mais R$ 500 mil da defesa civil e o restante dos Poderes Executivo e Legislativo para a restauração completa do Castelinho, ou seja, sairá da UTI para se tornar, novamente, um dos maiores cartões postais do município, embora uma parte da população, inerte à própria existência, ache um desperdício.     

         Para tanto, o Grupo de Comunicação Bom Dia procurou ouvir pessoas ligadas a cultura e história buscando saber a opinião sobre o anúncio e o que isso representa para a cultura e história de nosso município.

Rosane Zanardo

         “Preservar o passado é construir o futuro”, assim define Rosane Zanardo, presidente da Associação Amigos do Castelinho.

“É frustrante quando projetos importantes permanecem no papel, mas é profundamente gratificante quando o esforço coletivo, o diálogo e a persistência resultam em conquistas concretas.

 A obtenção do recurso a fundo perdido, encaminhado pelo Ministério Público, é fruto da atuação conjunta da Administração Municipal, por meio da Secretaria de Cultura e sua equipe técnica, com o apoio da Associação Amigos do Castelinho, que buscou colaborar, dentro do possível, para o reencaminhamento e viabilização do projeto.

 Essa união de esforços demonstra que, quando diferentes instituições trabalham com um objetivo comum, o patrimônio histórico e cultural da cidade é fortalecido.

 Estamos felizes com essa conquista e prontos para as próximas ações, colocando-nos à disposição para auxiliar, dentro de nossas possibilidades, a Secretaria de Cultura e a Administração Municipal, para que o projeto de recuperação e restauração do Castelinho se concretize o mais breve possível, em benefício de toda a comunidade”, pontua.

Alcides Mandelli Stumpf

 Para o presidente do Instituto Unimed RS, e presidente da AABPE, Alcides Mandelli Stumpf, quem vive e sente Erechim, o Castelinho nunca foi apenas uma edificação de madeira; “ele é o pulso inicial de nossa história, a digital deixada pelos colonizadores que transformaram mata em destino. Falar de seu restauro, sob a perspectiva de quem dedica a vida à preservação cultural e ao cuidado com as pessoas, é falar de um resgate que toca o âmago do nosso afeto.

Acompanhei, com o coração apertado, o "grito de socorro" silencioso daquela estrutura centenária após o granizo devastador de novembro de 2025. Ver o prédio que abrigou a Comissão de Terras sofrer sob o peso do tempo e das intempéries foi doloroso. O Castelinho é a tenacidade em forma de tábuas; é o símbolo que estampa nosso brasão e nossa bandeira, traduzindo o suor de quem chegou aqui com nada além de esperança e títulos de terra. Por isso, quando da aprovação unânime de R$ 6,6 milhões pelo Conselho Gestor do Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL), pelo Ministério Público, somada ao aporte federal, totalizando R$ 7,1 milhões, não é apenas uma vitória administrativa. É um ato de justiça histórica”.

 “Gostaria de expressar meu reconhecimento ao prefeito Paulo Polis e ao secretário Wallace Soares, cuja mobilização política e rigor técnico foram fundamentais para que este projeto, enfim, garantisse início, meio e fim. Estendo os cumprimentos ao promotor Fabrício Allegretti, e aos demais promotores envolvidos na tarefa, que com sensibilidade e articulação ímpar, compreenderam: o Castelinho não podia mais esperar pelos trâmites ordinários da burocracia. Aos 110 anos que se aproximam, o Castelinho deixará de apenas "resistir" para voltar a brilhar. Restaurar esse patrimônio é garantir que as futuras gerações possam tocar na madeira que viu Erechim nascer. É, acima de tudo, manter viva a nossa identidade", garante.

Margarete Ogliari Oldoni

A presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais, Margarete Ogliari Oldoni destaca o dia 26 como histórico para Erechim e Região, “com um misto de alegria, esperança e emoção vamos restaurar o nosso maior símbolo, o Castelinho. É o resgate e a preservação da nossa história, das nossas raízes. Foi a primeira porta que se abriu e acolheu todos os imigrantes que aqui chegaram; vindos dos seus países de origem ou das Colônias Velhas”

Para ela o Castelinho é um patrimônio histórico, cultural e que em nenhum lugar existe, com tamanho requinte arquitetônico e estrutural feito em madeira. “É um dever de todos nós preservar está história que nos pertence. Seu primeiro ato como município foi homologado nas dependências do Castelinho, bem como a primeira Secretaria de Cultura foi instalada neste espaço e tantos outros momentos importantes da nossa história ocorreram ali”.

“Parabenizar e agradecer ao Ministério Público, ao Executivo e todas as suas equipes, pelo empenho e luta. O Conselho Municipal de Políticas Públicas Culturais dará todo o apoio já comprometendo-se em conscientizar da importância e relevância da preservação da nossa história”, finaliza.

 

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