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Saúde

Déficit cognitivo afeta memória e atenção de milhões de pessoas

A condição provoca dificuldade de concentração, perda de autonomia e mudanças de comportamento, mas pode ser prevenida com hábitos saudáveis

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O déficit cognitivo reduz as capacidades mentais, impactando memória, atenção e a capacidade de reco
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

O déficit cognitivo é a diminuição das capacidades mentais, afetando memória, atenção e reconhecimento de pessoas e lugares. Também chamado de declínio cognitivo, ocorre devido a danos no tecido neural, manifestando-se por dificuldade em lembrar informações, manter foco ou executar tarefas complexas. Fatores como envelhecimento, sedentarismo, obesidade, diabetes e deficiências nutricionais contribuem para seu desenvolvimento.

Sintomas e impactos

Indivíduos com déficit cognitivo podem ter problemas para lembrar acontecimentos recentes, manter concentração ou realizar atividades com várias etapas. É comum dificuldade em resolver problemas cotidianos, tomar decisões, encontrar palavras ou nomear objetos e familiares. Em casos avançados, há dificuldade em reconhecer pessoas e lugares. Alterações de comportamento, como mudanças de humor, apatia, isolamento social, agitação, confusão, irritabilidade e agressividade, também podem ocorrer.

Tipos de déficit cognitivo

O déficit cognitivo é classificado em três níveis. No leve, há alterações cognitivas perceptíveis, mas a independência nas atividades diárias é mantida, representando estágio intermediário entre envelhecimento normal e sinais iniciais de demência. No moderado, a capacidade funcional é comprometida, dificultando atividades básicas, sendo muitas vezes enquadrado na demência moderada. No grave, corresponde clinicamente à demência, com perda de autonomia e necessidade de cuidadores.

Diagnóstico

Médicos, como clínicos gerais, neurologistas, geriatras ou psiquiatras, realizam avaliação de sintomas, queixas cognitivas e medicações. Testes padronizados, como Miniexame do Estado Mental, Avaliação Cognitiva de Montreal, Questionário de Atividades Funcionais de Pfeffer e Escala de Katz, ajudam a confirmar o diagnóstico. Exames laboratoriais detectam deficiências nutricionais, alterações metabólicas e doenças, e exames de imagem descartam outras condições neurológicas.

Causas e fatores de risco

O déficit cognitivo decorre de danos no tecido neural, afetando córtex, tálamo, gânglios da base ou massa branca cerebral. Fatores de risco incluem predisposição genética, envelhecimento, Alzheimer, Parkinson, demência de corpos de Lewy, doença de Huntington, AVC, hipertensão e diabetes. Colesterol elevado, obesidade, transtornos psiquiátricos ou do sono, deficiências nutricionais, infecções cerebrais, tumores, traumas cranianos e estilo de vida sedentário, tabagismo, álcool e baixa escolaridade aumentam a probabilidade da doença.

Tratamento e estratégias de reabilitação

O tratamento depende da causa e gravidade do déficit. Inclui treinamento cognitivo, exercícios físicos aeróbicos e de força, alimentação saudável (como dieta Mediterrânea) e suplementação de vitaminas B12 e D, se necessário. Psicoterapia auxilia no manejo de transtornos de humor, e terapias complementares, como ioga, meditação e pintura, promovem bem-estar mental. Em déficits moderados a graves, medicamentos como donepezila, rivastigmina, galantamina e memantina podem ser prescritos.

Prevenção

A prevenção envolve mudanças no estilo de vida: exercícios regulares, alimentação equilibrada, controle da pressão, glicemia e colesterol, evitar tabagismo e álcool em excesso. Estimulação cognitiva, tratamento de transtornos psiquiátricos, correção de deficiências nutricionais e melhora do sono são essenciais. Interação social e participação em atividades de grupo, como caminhadas, dança ou artes, fortalecem funções cognitivas e melhoram a qualidade de vida.

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