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Saúde

O avanço das doenças psicossomáticas na rotina moderna

Sintomas físicos sem causa aparente revelam a profunda influência das emoções na saúde

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Normalmente, os sintomas que resultam de doenças psicossomáticas não são explicados por nenhuma outr
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

As doenças psicossomáticas representam um desafio silencioso e crescente na saúde moderna. São condições físicas desencadeadas por fatores emocionais, principalmente estresse, ansiedade e tensões acumuladas, que alteram o funcionamento do organismo e provocam sintomas reais, embora sem causa orgânica identificável. Por isso, muitas pessoas percorrem consultórios em busca de diagnósticos que não aparecem em exames, aumentando a frustração e o sofrimento.

Sintomas que desorientam pacientes e médicos

Os sintomas variam amplamente e podem atingir diferentes sistemas do corpo. Entre os mais comuns estão dores no estômago, náuseas, piora de gastrites, diarreia ou prisão de ventre. Muitas pessoas relatam um nó persistente na garganta, irritações, tensão muscular, dores nas costas, falta de ar, palpitações e até picos de pressão. Há casos em que a dor no peito imita um infarto, e outros em que coceiras e formigamentos surgem sem razão aparente. Alterações de visão, equilíbrio e sensibilidade também podem aparecer, acompanhadas de insônia, irritabilidade ou crises de enxaqueca. Em crianças, os sinais mais frequentes são dor abdominal recorrente, cansaço, náuseas e cefaleia, geralmente manifestando-se de forma isolada.

Quando as emoções geram doença

As causas das doenças psicossomáticas envolvem múltiplos fatores. Predisposições genéticas, estresse crônico, luto, traumas na infância, conflitos familiares, bullying e violência doméstica estão entre os principais gatilhos. O uso excessivo de álcool ou drogas também pode facilitar o desenvolvimento de sintomas somáticos. Em todos os casos, o denominador comum é o impacto emocional: o cérebro aumenta sua atividade nervosa e libera hormônios como adrenalina e cortisol, capazes de prolongar e intensificar desconfortos físicos.

Tipos de doenças psicossomáticas

Entre os quadros mais conhecidos estão o transtorno de sintomas somáticos, no qual as dores e incômodos afetam a rotina; o transtorno conversivo, marcado por sintomas neurológicos como tremores, paralisias e até episódios que lembram convulsões; e a dor psicogênica, quando a dor crônica persiste sem causa detectável, como na síndrome da dor abdominal funcional. A hipocondria também compõe esse grupo, caracterizada pela preocupação exagerada com doenças e pela busca incessante por diagnósticos.

Caminhos para o tratamento

O tratamento é conduzido pelo psiquiatra e frequentemente envolve psicoterapia, fundamental para identificar gatilhos emocionais e desenvolver estratégias de enfrentamento. Em alguns casos, o uso de medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos auxilia no controle da ansiedade e depressão associadas. Atividades físicas são recomendadas como parte essencial do processo, já que ajudam a reduzir o estresse e promovem a liberação de endorfinas, substâncias ligadas ao bem-estar. Medidas naturais, como chás calmantes, descanso adequado e organização das demandas diárias, podem complementar, mas nunca substituir, o acompanhamento profissional.

As doenças psicossomáticas lembram que corpo e mente caminham juntos. Reconhecer os sinais e buscar ajuda especializada é o primeiro passo para aliviar sintomas e recuperar qualidade de vida.

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