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Saúde

Mau hálito vai além do desconforto e interfere na vida social e profissional

Rotina de cuidados bucais e avaliação profissional são essenciais para controlar o problema

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Fazer uma boa higiene bucal ajuda a eliminar o mau hálito
Por Marcelo V. Chinazzo
Foto Divulgação

Em média 30% da população sofre com o mau hálito, também conhecido como halitose. Segundo o dentista Dr. Rafael Fassicollo, o problema “nada mais é do que aquele odor desagradável que os pacientes apresentam e que tem causas multifatoriais”. Ele explica que a condição pode surgir tanto por problemas bucais quanto por questões médicas, como alterações digestivas, respiratórias ou metabólicas.

Higiene bucal adequada é fundamental

A prevenção começa com uma rotina de higiene bucal consistente. É recomendado escovar os dentes de duas a três vezes ao dia, sempre após as refeições. O uso de fio dental e enxaguante bucal é indispensável para alcançar áreas que a escova não atinge. “O fio dental vai eliminar qualquer tipo de resíduo que tenha entre os dentes, evitando que apodreçam na boca ocasionando a halitose”, pontua Fassicollo.

Além disso, realizar consultas odontológicas a cada seis meses garante uma avaliação completa e limpezas profissionais que ajudam a manter a saúde da boca em dia.

Consequências emocionais e sociais da halitose

O mau hálito pode ir muito além do desconforto físico. Ele afeta a autoconfiança, as relações pessoais e até o desempenho profissional. A preocupação constante com o odor bucal pode gerar ansiedade, vergonha e, em alguns casos, contribuir para quadros de depressão.

“Imagina você fazendo uma entrevista de emprego que você tá preparado, e de repente você percebe que tem um mau hábito, será que não vai te gerar uma ansiedade?”, questiona. E complementa: “Daqui a pouco você não ser admitido nesse emprego, pode causar uma depressão. São fatores que às vezes os pacientes não relacionam, mas está totalmente interligado”.

A busca por tratamento e o peso da autoestima

O dentista relata que a procura por tratamento para halitose tem aumentado em seu consultório. Entre os pacientes, ele identifica um ponto comum, a autoestima costuma estar abalada. “Eles não usam no termo direto, mas eles relatam, sim”, afirma Fassicollo, destacando que muitos pacientes falam de inseguranças e constrangimentos sem associar imediatamente ao mau hálito.

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