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Saúde

Cuidados redobrados evitam complicações em casos de quedas e pancadas

Reconstruções e reparos em casas podem provocar traumatismos e fraturas se não houver atenção

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Ao fazer reparos em casa é preciso tomar cuidado com quedas para evitar fraturas e traumatismos
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

Após o forte temporal de granizo que atingiu a região no último domingo, muitas famílias se deparam com a necessidade de reparar os danos em suas casas. Nesse momento, é fundamental redobrar a atenção ao subir nos telhados, já que quedas ou pancadas na cabeça podem causar traumatismos cranianos graves. Apesar de algumas pancadas na cabeça não exigirem atendimento imediato, acidentes com impacto mais forte, como quedas de altura, podem gerar complicações sérias e demandam primeiros socorros adequados.

Como identificar e agir em casos de traumatismo craniano

Os sinais de alerta incluem sangramentos no rosto ou na cabeça, saída de sangue ou líquido pelos ouvidos ou nariz, perda de consciência, sonolência excessiva, náuseas persistentes, vômitos incontroláveis, confusão mental, dificuldade para falar ou perda de equilíbrio. Nos idosos e crianças, mesmo quedas aparentemente leves podem provocar traumatismo craniano.

Se houver suspeita, o passo inicial é acionar uma ambulância. É importante observar se a vítima está consciente; em caso afirmativo, acalmá-la até a chegada do socorro. Se a pessoa estiver inconsciente e não respirar, deve-se iniciar massagem cardíaca imediatamente. Durante todo o atendimento, é essencial manter o pescoço da vítima imobilizado para evitar lesões na coluna, controlar hemorragias com pressão leve usando pano ou gaze limpa e monitorar a respiração até a chegada do socorro.

Fraturas de costela

Além dos traumatismos cranianos, quedas de telhado também podem causar fraturas de costela. A dor intensa no tórax, especialmente ao respirar profundamente, tossir ou torcer o tronco, dificuldade para respirar, hematomas, inchaço ou deformidade nos arcos costais indicam uma possível fratura. Quando os ossos estão separados ou com bordas irregulares, há risco de perfuração pulmonar (pneumotórax) ou lesões em outros órgãos e vasos sanguíneos do tórax, tornando a situação grave e exigindo atendimento hospitalar imediato.

O diagnóstico é feito por clínico geral ou ortopedista, a partir de histórico do acidente, sintomas e exame físico, podendo ser confirmado com exames de imagem como raio X, tomografia, ressonância magnética, ultrassom ou cintilografia óssea. Esses exames ajudam a identificar o número de costelas afetadas, localização da fratura e possíveis complicações como hemotórax ou contusões pulmonares.

Tratamento e recuperação

O tratamento depende da gravidade da fratura. Para fraturas simples, o repouso, aplicação de gelo, uso de analgésicos e, em alguns casos, bloqueio do nervo intercostal, são suficientes. Cirurgia é indicada apenas em casos graves, como fraturas com perfuração pulmonar ou sangramento intenso. A fisioterapia é recomendada para manter força muscular, amplitude de movimento e melhorar a respiração.

Durante a recuperação, é aconselhável dormir de barriga para cima, com almofadas de apoio, evitar torcer o tronco ou levantar pesos, não praticar atividades físicas até liberação médica, e realizar exercícios respiratórios a cada duas horas para prevenir complicações pulmonares. Em geral, o tempo de recuperação varia entre 1 e 2 meses, com controle da dor sendo essencial para garantir respiração adequada.

Atenção redobrada

Com os trabalhos de reconstrução em andamento, a combinação de superfícies escorregadias e estruturas instáveis torna o risco de acidentes elevado. A prevenção é a melhor estratégia: usar calçados adequados, evitar subir sozinho, garantir apoio seguro e manter crianças e idosos longe dessas áreas de risco pode reduzir significativamente os acidentes. Caso ocorra qualquer queda ou impacto, observar os sintomas e procurar atendimento médico imediato é crucial para evitar complicações graves.

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