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Saúde

Caminhos da Homeopatia na busca por equilíbrio

Abordagem integral e escuta ampliada ganham espaço entre pacientes que procuram bem-estar físico e emocional

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A homeopatia é reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) desde 1
“Saúde é o livre fluxo de energia vital pelo organismo”, conclui Izabel Basso, terapeuta holística c
Por Marcelo V. Chinazzo
Foto Divulgação e Arquivo Pessoal/Izabel Basso

Criada no século XVIII pelo médico alemão Samuel Hahnemann, a homeopatia se baseia na chamada Lei dos Semelhantes, já mencionada por Hipócrates, “os semelhantes se curam pelos semelhantes”.

Essa abordagem propõe que substâncias capazes de provocar determinados sintomas em pessoas saudáveis possam, em doses ultradiluídas, estimular o organismo de indivíduos doentes a recuperar seu equilíbrio.

A prática se difundiu rapidamente pelo mundo e, hoje, está presente em países da Europa, das Américas e da Ásia.

A chegada ao Brasil e o reconhecimento médico

Introduzida no país em 1840 por Benoit Mure, a homeopatia tornou-se uma alternativa terapêutica e, posteriormente, passou a ocupar também um lugar complementar dentro da medicina convencional. Desde 1980, é reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Em 2006, foi incorporada à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) do Ministério da Saúde, oferecendo atendimento gratuito em unidades do SUS.

O olhar integral e a escuta aprofundada

Um dos pilares da homeopatia é o atendimento detalhado, que considera o paciente em suas dimensões física, emocional, mental e social. Consultas longas, com anamnese abrangente, permitem compreender a história do indivíduo, seus hábitos e seu modo de viver.

Segundo a terapeuta holística Izabel Basso, especializada em Homeopatia e Acupuntura, “entende-se como o caminho para tratamento com homeopatia quando aceitamos e acreditamos em algo além do físico”.

Individualização e Lei dos Semelhantes

A homeopatia busca um medicamento individualizado, o simillimum, considerando a totalidade dos sintomas, comportamentos e características emocionais do paciente.

Izabel explica que, na anamnese, é essencial conhecer profundamente quem está diante do terapeuta, pois “quanto mais informações temos sobre o paciente, mais próximo chegamos do seu similimum, considerando seus hábitos, suas manias, seus sonhos, seus saberes, seus sabores e suas preferências”.

A partir disso, o medicamento ultradiluído estimula a chamada energia vital, conceito central na filosofia homeopática.

Homeopatia e emoções

Para Izabel, a escuta detalhada ajuda o paciente a perceber nuances de seu próprio equilíbrio. Por exemplo, uma pessoa que sente dores de cabeça, deve-se questionar se “a sua dor é muita dor ou é também sofrimento? Tem pessoas que sentem a mínima dor, porém têm o máximo sofrimento; outras sentem o máximo e o mínimo sofrimento”. Essa abordagem favorece a percepção de padrões emocionais e comportamentais que antecedem o adoecimento.

Mudanças de vida que acompanham o tratamento

A terapeuta observa que compreender o próprio corpo e emoções costuma levar a novos hábitos. “Quando o paciente compreende, ele passa a se conhecer e a se escutar mais, e as mudanças de hábitos são essenciais para melhorar sua saúde”.

Ela cita cuidados simples, como evitar choques térmicos no inverno e reduzir alimentos inflamatórios.

Homeopatia como apoio à prevenção

Izabel afirma que a “a homeopatia é a chave da porta da vitalidade”, pois segundo ela, ao promover equilíbrio energético e emocional, a prática pode auxiliar o corpo a manter-se mais resistente diante de desgastes cotidianos.

Um caso vivenciado na prática

A terapeuta recorda uma situação em viagem em que uma colega passou mal, longe de atendimento médico imediato. Ela conta que ofereceu um preparado homeopático de seu “pronto-socorro pessoal” e, ao longo de duas horas, a colega apresentou melhora dos sintomas, permitindo que o grupo seguisse viagem.

No ritmo acelerado da vida moderna, a homeopatia pode inspirar reflexões sobre autocuidado e interioridade. Para Izabel “saúde significa liberdade do corpo físico em relação à dor; liberdade emocional, que resulta em serenidade; e liberdade em relação ao egoísmo, no nível mental, resultando na unificação com a verdade”.

Homeopatia no mundo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a homeopatia como prática pertencente à Medicina Tradicional e Complementar (MTC).
Estima-se que cerca de 500 milhões de pessoas, aproximadamente 7% da população mundial, utilizem a homeopatia em algum nível de cuidado.

Um caminho possível

Entender os princípios da homeopatia e seu olhar integral pode ajudar pacientes e profissionais a reconhecerem essa prática como uma das alternativas complementares na promoção de bem-estar, equilíbrio e qualidade de vida.

Fonte de apoio: Biblioteca Virtual em Saúde (Ministério da Saúde)

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