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Saúde

Um sim que pode significar muitos recomeços

A doação de órgãos é um ato solidário que transforma o destino de milhares de pacientes à espera de um transplante

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A doação de órgãos é feita a partir da retirada de um órgão ou tecido de um doador em vida ou de uma
Por Assessoria de Comunicação
Foto Schaline Guimarães – Comunicação FHSTE

A doação de órgãos é um ato voluntário e solidário que pode transformar a vida de milhares de pessoas. Ela consiste na retirada de um órgão ou tecido de um doador, vivo ou não, com o objetivo de recuperar as funções de órgãos ou tecidos doentes em outros indivíduos. No Brasil e em Portugal, o processo segue regras específicas que visam garantir a segurança, o respeito e a eficácia do transplante.

Quem pode ser doador

Doação em vida: no Brasil, pessoas maiores de idade, juridicamente capazes e saudáveis podem doar um dos rins, parte do fígado, da medula óssea ou dos pulmões. A doação deve ser feita sem comprometer a saúde do doador, e é exigido que o doador seja parente de até quarto grau ou cônjuge do receptor. Se não houver parentesco, é necessário obter uma autorização judicial.

Em Portugal, a doação em vida também é permitida a partir dos 18 anos, desde que a pessoa esteja em boas condições físicas e mentais.

Doação pós-morte: no caso de doadores falecidos, o processo de doação exige critérios rigorosos. A pessoa deve ter identificação e registro hospitalar, causa do coma conhecida, e não pode apresentar hipotermia, pressão baixa ou estar sob efeito de drogas que afetam o sistema nervoso. Além disso, deve passar por dois exames clínicos feitos por médicos independentes das equipes de transplante, além de um exame que comprove a morte encefálica.

Após a confirmação da morte encefálica, a equipe médica informa à família sobre o falecimento e a possibilidade de doação.

No Brasil, não é necessário nenhum registro formal para ser doador; basta comunicar esse desejo à família. No entanto, quem quiser garantir esse direito pode se cadastrar na Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO), uma plataforma do governo. Em Portugal, o sistema é diferente: todas as pessoas são consideradas doadoras, a menos que tenham se registrado no Registo Nacional de Não Dadores (RENNDA), expressando a vontade de não doar.

Quem não pode ser doador

Nem todas as pessoas estão aptas a doar. Aqueles com insuficiência renal, hepática ou cardíaca grave, além de quem tem histórico de sepse, câncer com metástase, HIV, hepatites B e C ou doença de Chagas, estão impedidos de doar. Fumantes, por sua vez, geralmente não podem doar os pulmões devido aos danos causados pelo tabagismo.

Quais órgãos e tecidos podem ser doados

Em vida, é possível doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte dos pulmões. Após o falecimento, a lista se amplia: rins, coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, córneas, válvulas, ossos, músculos, tendões, pele, cartilagem, medula óssea, sangue do cordão umbilical, veias e artérias podem ser aproveitados.

Não há uma idade máxima para ser doador, desde que os órgãos estejam em bom estado de funcionamento.

Transplante de órgãos

Após a autorização do doador ou de seus familiares, são realizados exames para avaliar a saúde e a compatibilidade com o receptor. A remoção do órgão ocorre em centro cirúrgico, com todo cuidado técnico, e o corpo do doador é fechado com respeito e dignidade.

A recuperação do receptor segue os padrões de qualquer cirurgia, incluindo repouso, uso de analgésicos como Dipirona ou Ibuprofeno, e medicamentos imunossupressores para evitar a rejeição do órgão.

No caso de doadores falecidos, os órgãos são destinados a pacientes da lista de espera do sistema de transplantes, obedecendo critérios como tempo de espera e gravidade da condição.

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