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Cultura

Rua Coberta e um espaço próprio para atividades culturais

Secretário de Cultura, Esporte e Economia Criativa de Erechim, Wallace Soares, revela em que estágio está o projeto: “Estamos num processo, junto com a secretaria de Patrimônio e União, para regularizarmos aquela área junto a antiga Autolândia”

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Secretário Wallace Soares, participou do tradicional bate-papo com a patrona e o homenageado da Feir
Por Rodrigo Finardi
Foto Adriel Ferreira/Divulgação PME

Durante o primeiro dia da 26ª Feira do Livro de Erechim, na quinta-feira (1º), teve a conversa com a patrona Maria Lúcia Carraro Smaniotto e o homenageado, Ademar Brum, a cargo da Academia Erechinense de Letras (AEL).

Nesse momento, participava o secretário de Cultura, Esporte e Economia Criativa, Wallace Soares. Foi quando lhe perguntei sobre o projeto da Rua Coberta, e em que pé está aproveitando o quórum qualificado de pessoas ligadas à cultura de Erechim, de diversas expressões. E o secretário atualizou a situação da obra, que deverá ser feita na rua ao lado da Praça Júlio de Castilhos, nas antigas instalações da Autolândia.

A inquietude do secretário

De acordo com Wallace, um espaço físico para a cultura é uma necessidade de Erechim e já identificado pela secretaria: “eu não consigo ficar calmo sem nós termos um local fixo para o nosso Arquivo Histórico, um museu de fato. Quando viajo, procuro buscar onde é o centro histórico das cidades, onde está a história. E observo que precisamos desses espaços em Erechim, temos essa necessidade”.

Espaço próprio para atividades culturais

Falou que quando assumiu a secretaria, na primeira viagem que fez à Porto Alegre, esteve na secretaria de Patrimônio da União: “lá está a mina de ouro, para o município pode pegar aquele espaço da antiga Autolândia. O prefeito Paulo Polis deseja que todo esse espaço seja repassado para atividades culturais. A equipe da secretaria já elaborou uma espécie de gestão de uso daquele espaço. Colocar a Biblioteca Pública com espaços de leitura. Colocar um Museu Municipal. O Arquivo Histórico com foco na educação, para receber mais alunos. E a sede da Academia Erechinense de Letras, algo que é um pedido de vocês. Tem várias ideias para ocupação desse espaço”.

Caminhos a serem percorridos

Mas até se tornar realidade tem alguns caminhos a seguir: “da nossa parte gostaríamos de ter tudo em nossas mãos, para avançar para a fase seguinte que é a captação de recursos. Só que as construções que tem no local não existe, pois tratasse de área invadida da linha férrea”, pontua Wallace.

Impasse momentâneo, impende dar prazo para a obra

Sobre esse impasse momentâneo, o secretário afirma que: “Estamos num processo, junto com a secretaria de Patrimônio e União, para regularizarmos aquela área. Após encaminharemos para o registro de imóveis para fazer todo o levantamento. Mas isso não dependo de nós, por isso não consigo dar um prazo, pois depende da Justiça, e não da prefeitura de Erechim. Como é uma área invadida do governo federal, os dois polos da ação é o governo federal e o invasor, não é a prefeitura”.  

Projetos para o espaço

O município aguarda o retorno do Tribunal de Justiça, para colocar em prática o projeto, que será uma marca do setor cultural em Erechim: “Junto com o Instituto dos Arquitetos do Brasil, fazermos um concurso público com os alunos da URI e da UFFS Campus Erechim, para que juntamente com os professores desenvolvam projetos para esse espaço. E a Rua Coberta faz parte desse grande projeto”, salientou Wallace. 

A necessidade de uma área permanente

Mesmo com o belo espaço da Praça Prefeito Jayme Lago para eventos, Wallace salientou a necessidade de uma área fixa que seja possível ser utilizada, mesmo com condições climáticas adversas, o que justifica a construção de uma Rua Coberta: “Olha essa bela estrutura (referindo-se ao local da Feira do Livro), o tempo está maravilhoso e as pessoas vieram. Mas se chovesse, não teríamos 20% desse público”.

Os custos de estruturas móveis

Outra questão levantada pelo secretário, é o custo de se realizar eventos, com estruturas que tem que ser locada a cada ano, como o próprio Natal: “não ter uma estrutura física acaba tendo um custo elevado ao longo do tempo. Se tivermos uma estrutura física própria, a médio e longo prazo os investimentos se pagam”, relatou.

Requalificação da Estação Férrea

“Estamos focados nesse projeto, aguardando o desfecho desse impedimento jurídico. Mas não nos acomodamos por isso. Tenho uma viagem à Porto Alegre esse mês, buscando atualizar essa situação, e já de olho nos próximos passos que é a Estação Férrea. Objetivo é requalificar o local, num resgate histórico da nossa colonização, por onde nossos antepassados chegaram”, finalizou o secretário Wallace Soares.

 

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