A comunidade de Erechim já está se acostumando com um modelo de obras que vem ao encontro da história do município que completa, neste ano, 107 anos de emancipação político administrativa, ou seja, as obras de restauração dos canteiros centrais localizados na Avenida Maurício Cardoso.
Canteiro modelo
Após a conclusão, em 2023, do canteiro modelo localizado em frente ao Clube do Comércio e que surpreendeu, não somente a municipalidade que contratou, através de licitação pública, seu Luiz Ademir da Silva, 65, calceteiro de profissão há mais de 40 anos e natural do Paraná, como toda a comunidade local e regional que hoje passam pelos dois canteiros restaurados, sendo o segundo próximo ao Mirante nos altos da Maurício. Um trabalho formiguinha que transforma o visual e resgata a história de nossos colonizadores.
Novo trabalho
Neste ano, seu Luiz iniciou uma segunda etapa do trabalho que será realizado, conforme ele, em um ano ou um pouco mais, mas desta vez, além dos canteiros centrais, terá a honra e a responsabilidade para restaurar a Praça da Bandeira e seu mosaico histórico que retrata a história e o trabalho dos que chegaram aqui e fincaram a bandeira do progresso.
Orgulho
Mas, e para o mestre, o que representa estar novamente em Erechim e executar um trabalho com extrema habilidade e responsabilidade. “Voltar para Erechim representa, além de mais um serviço, a importância do trabalho de restauro de um pouco da história local. Para mim é um orgulho voltar para esta cidade com 65 anos e poder executar um trabalho como este”.
Para ele, restaurar os canteiros e posteriormente a Praça da Bandeira representa, além de uma grande oportunidade, a responsabilidade de responder aos anseios de toda a comunidade. “Para mim é um motivo de orgulho fazer uma restauração em uma praça como esta, com extremo valor histórico para a sua comunidade”.
Caminhada
Em sua caminhada de vida seu Luiz já se deparou com muitas pessoas que trabalham com o tema histórico e preservação, não somente com calçadas, mas também museus. “Aprendi com meu pai a fazer este tipo de trabalho, como também de calceteiros renomados, quando se trabalhava por amor à profissão. Hoje em dia é uma pena que este tipo de serviço está acabando, por isso é um orgulho para mim estar realizando este tipo de trabalho”.
Responsabilidade
Neste tipo de trabalho, seu Luiz ressalta que o resultado depende, e muito, da responsabilidade da comunidade em manter os locais preservados, ou seja, evitar a vandalização com a retirada de pedras como a preservação dos bancos junto aos canteiros.
Recentemente o Jornal Bom Dia divulgou que no canteiro localizado em frente ao Clube do Comércio, mais precisamente defronte a Vivo já existe um ponto em que as pedras foram retiradas para a colocação de um toldo.
Não ao vandalismo
Com relação a este tema, seu Luiz lamenta muito, pois garante que a atitude é contrária ao que a cidade está propondo. “Vandalismo é uma coisa que está por fora, se não estiver gostando tem que argumentar e não vandalizar, uma atitude igual aos pichadores de muro, ou seja, não argumenta, mas sim acaba destruindo aquilo que está bom”, finaliza.