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Saúde

Comemoração ou depressão de fim de ano?

Além de confraternizações a fase pode ser de ansiedade e angústia para algumas pessoas

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Foto Tiago Alves da Silva
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Além de confraternizações a fase pode ser de ansiedade e angústia para algumas pessoas. É uma época que pode ser considerada de extrema dualidade no que se refere aos sentimentos, segundo especialistas

Chega nesta época do ano e a correria é geral, no trabalho, nas escolas, nas lojas, nas famílias. Para muitos é motivo de alegria, de festa, de comemoração. Para outros, é de angústia, tristeza, de depressão. Mas por quê? É uma época que pode ser considerada de extrema dualidade no que se refere aos sentimentos, segundo especialistas.

A psicóloga Mônica Kieling comenta que mesmo com os vários compromissos - festas de família, amigo secreto - e o tempo escasso - que parece voar- para realizar inúmeras obrigações, muitos finalizam suas tarefas com prazer e satisfeitos da sua produtividade. Entretanto, para muitos, ocorre o efeito inverso. As ocupações com as festividades e os compromissos decorrentes do Natal e do Ano Novo produzem pensamentos e sentimentos negativos potentes desencadeadores de ansiedade, angústia e depressão, sendo liberados, principalmente, pelo estresse. O que para alguns é uma época repleta de esperanças, sonhos e delícias para saborear, para outros não passa de uma tormenta, um pesadelo, um peso a ser carregado.

Já psicóloga Luzia Seibt, salienta que um grande número de pessoas denomina vários sentimentos nesta época do ano, tais como tristeza angústia, depressão. "Importante observar que adultos, idosos, e menor número alguns adolescentes referem tais sentimentos. Por quê? Pelas lembranças de suas vivências anterior desta época de muito sofrimento. Vamos lembrar que muitas pessoas quando crianças passaram muitas dificuldades, não tendo o que por na mesa ceia de Natal, na ceia de fim de ano. Também é um ano que finda, então podemos pensar num luto, pois estamos nos despedindo deste e essa situação gera angústia se teremos forças para lidar com as adversidades que virão deste novo tempo", explica.

Luzia diz ainda que este é um sentimento comum. Porém tende a diminuir quando a pessoa se reúne com familiares e interage nas festividades. Esta participação promove um sentimento de pertencimento e importância o que gera no indivíduo tranquilidade, segurança, promovendo então, a diminuição deste sentimento substituindo pela alegria e felicidade.

Entretanto, Mônica lembra que esta é uma época de cobranças, em que as pessoas costumam fazer balanços do que foi conquistado. E esse balanço pode trazer sentimentos de fracasso, baixa autoestima e desesperança. "Pessoas podem chegar ao final do ano frustradas e sentindo-se fracassadas, porque chegaram até lá sem conseguir cumprir todas as metas que traçaram, embora raramente levem em consideração a possibilidade de terem sido irrealistas ou exigentes demais consigo mesmas. Por isto deve-se ter cuidado com a escolha das metas no início do ano, estas devem ser realistas e possíveis de realização, para não se frustrar novamente no final do próximo ano", enfatiza.  
Nesse sentido, a psicóloga explica que é de grande ajuda não estabelecer metas inatingíveis e prazos para a mudança - o que pode criar ambientes favoráveis à depressão. 

Como tornar o período mais ameno?

Segundo Mônica, é preciso estar disposto a se analisar e modificar, respeitando a própria capacidade, sendo este, fator essencial. Não esquecendo também de evitar a ansiedade antecipatória - sofrer antes do tempo, pois o Natal é um acontecimento ideal para apaziguar as frustrações do passado ocorridas nessa época ou em torno dela.

Quando procurar ajuda especializada?

A psicóloga Luzia explica que a tristeza e a depressão são muito diferentes. A tristeza tende a passar logo após estes eventos. Já a depressão é muito mais intensa e não passa, pois há necessidade de um entendimento a respeito das causas, motivos e para isso a psicoterapia pode ajudar.

Segundo ela, nem sempre acontece com as mesmas pessoas nesta época do ano. "Muitas pessoas referem ter estes sentimentos todos os anos. Outras pessoas podem vir a ter em um ano nesta época outras não. O que vai depender sempre é das vivências que esta teve", diz, lembrando que esta depressão de fim de ano não deve perdurar. A tendência é logo após este período e tudo volta ao seu 'normal'.  Caso venha a perdurar por trinta dias ou mais, deve sim procurar especialista.

Maneiras de combater a depressão de final de ano

A psicóloga Mônica conclui com algumas dicas de tentar combater esta depressão. Em primeiro lugar, é aconselhável evitar o rigor excessivo consigo mesmo, além de relativizar os acontecimentos recentes. Ao invés de fazer uma lista das coisas  ruins que ocorreram no ano, enumere as boas. Deve-se lembrar do quanto se é querido pelas pessoas mais próximas - as que realmente importam. Isso ajuda a elevar a autoestima. 

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