A Sala de Artes Visuais é uma das atrações propostas pela Cidade da Cultura, com o intuito de promover um diálogo entre artistas locais e o público, a exposição "Com o que eu me conecto" reúne trabalhos de nove artistas de Erechim e região. A mostra se dedica à reflexão sobre as conexões pessoais e culturais, por meio de pinturas, esculturas e fotografias que abordam a identidade e o vínculo dos proponentes com suas raízes.
Entre os artistas que compõem a exposição estão nomes como Maria Paula Giacomini, Carolina Zimmer, Ka Anirak (Karina Rocha de Oliveira Garcia), Guilherme Circus (Guilherme Augusto Garcia), Resre (Marcela Alvares Maciel), Mayane Bueno (Mauane Haushahn Bueno), Harrysson de Carli Testa, Maria Emília Botini e Allana Sbardelotto. Cada um com seu olhar único sobre o tema, utilizando a arte para traduzir suas próprias conexões, sejam pessoais ou coletivas.
Os trabalhos e o sentimento de conexão
A artista Maria Paula Giacomini compartilha com o público sua própria visão da conexão, em especial em sua obra que trata da “Solitude”. Ao lado dela, estão os quadros da artista Allana Sbardelotto, que retrata mulheres florescendo, sempre em harmonia com a natureza, trazendo um simbolismo de renascimento e força feminina.
Outros destaques da exposição incluem as obras de Harrysson de Carli Testa, que explora a censura e a repressão política em suas esculturas. Mayane Bueno, cuja pesquisa de doutorado em arte fotográfica é focada em mulheres indígenas na Índia, “Adivases”, representando a força e a história dessas mulheres através de fotos em plano detalhe.
“Meus amores” e “Conexão” de Carolina Zimmer, que se mudou recentemente para Erechim, dedica-se a retratar as pessoas de sua nova cidade, fazendo da pintura uma forma de se conectar com os novos encontros e as relações que está estabelecendo.
Entre as obras expostas, também há espaço para as mini-artes de Maria Emília Botini, “Flor e Ser ou Florescer?”, que utiliza flores como metáfora da vida e da morte, e a arte urbana em grafite de Karine e Guilherme Circus, traz uma conscientização sobre o cuidado com o meio ambiente e a arte nas ruas, acessível a todos, sem barreiras.
A professora Marcela Maciel, da Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS), também participa da exposição com o projeto "Jardim de Silêncios: intervenção in-sonora", em que o público é convidado a criar seu próprio jardim com elementos encontrados no espaço. Esse projeto oferece uma experiência sensorial, ao permitir que os visitantes se conectem com seu próprio eu, e compartilhem suas experiências com os demais.
A arte coletiva: Participação do público
A sala também oferece uma experiência interativa: uma tela colaborativa onde os visitantes podem participar ativamente, pintando juntos e criando uma obra coletiva que simboliza a diversidade cultural de Erechim. Esse espaço foi idealizado para que todos possam deixar sua marca e exibir como suas histórias e origens se conectam à história coletiva da cidade e da região.
"É um convite para que o público se envolva, sinta-se parte dessa grande teia de conexões que nos une, e seja protagonista nesse processo de criação", comenta Maria Paula Giacomini, que também é responsável pela curadoria de algumas das obras. Além da mostra de artes, os visitantes podem participar de oficinas e diversas atividades oferecidas pelo espaço.
A arte como instrumento de conexão e reflexão
Além das exposições e da tela colaborativa, a Sala de Artes Visuais se caracteriza como um espaço de introspecção e de reflexão sobre o papel da arte na sociedade. Cada obra apresentada carrega uma mensagem profunda, seja sobre questões sociais, culturais ou pessoais. A arte se torna, assim, uma ferramenta poderosa de comunicação e conexão entre os visitantes e os artistas, criando um laço que ultrapassa o tempo e as gerações.