A Academia Erechinense de Letras (AEL) fez um convite especial à Associação dos Deficientes Visuais de Erechim (ADEVE) para o “Café com leitura”, realizado mensalmente. A atividade aconteceu na tarde de quarta-feira (14), na Biblioteca do Sesc, com a mediação das integrantes da AEL, Helena Confortin e Zeni Bearzi.
A professora voluntária, Angela Malicheski, responsável pelo ensino da leitura e escrita em braile na instituição, fez uma breve introdução sobre a ADEVE, sua fundação em 30 de agosto de 2012, e é uma entidade sem fins lucrativos criada para atender pessoas com deficiência visual e com baixa visão através de diversas ações que promovem a autonomia.
Leituras em braile
“O sistema de braile possui a escrita universal, é composto por 63 diferentes combinações que representam letras, números, notas musicais, sinais de pontuação e outros símbolos gráficos, cada uma das combinações é obtida pela distribuição de seis pontos em uma matriz chamada de cela braile, sendo três pontos à direita e três pontos à esquerda”, explica Professora Ângela ao falar sobre o sistema de escrita tátil utilizado por cegos e pessoas com baixa visão.
A importância da leitura inclusiva para o deficiente visual é ser uma forma de acesso à informação, além de buscar livros acessíveis, através do manuseio desses livros com diferentes suportes textuais e diagramações, oferecem recursos para o mundo do trabalho, sendo um espaço de aprendizagem com as deficiências, bem como demostrar que é um local possível de convivência entre as pessoas, deve ser um espaço de construção, de acessibilidade, de interação e integração.
Em círculo, todos os presentes do evento ouviram a leitura de obras literárias pelos membros da ADEVE, ambas de autores erechinenses adaptadas em braile, Kelly Brondani iniciou com “Nina, a ovelha”, de Gaby Garbin Mársico. Após, a escritora se aproximou emocionada para cumprimentar a leitora.
Apresentação musical
Com intermédio do Professor Artur Batista, que realiza as oficinas de música semanais na Associação, junto com os membros da entidade cantaram o hino da ADEVE, e músicas sertanejas de Zezé Di Camargo e Luciano e Milionário e José Rico. Em seguida, houve a leitura de poesias aos visitantes.
Para concluir as ações da tarde, Helena Confortin e Zeni Bearzi fizeram os agradecimentos e destacarm a enriquecedora troca promovida pelo encontro com a ADEVE no “Café com leitura”. Logo, todos se reuniram para apreciar o café servido ao final do evento.
“Foi uma experiência magnífica, pois muitas pessoas não conhecem a associação, e estar aqui é uma forma de divulgar o trabalho que lá é realizado, é uma forma da sociedade nos ver e de ser colocado em prática a palavra “inclusão”, relatam os pioneiros da ADEVE, Antônio Marcos Pume e Jandira Ronemberger.