A exibição e o lançamento do documentário “O Castelinho de Erechim: Berço do Alto Uruguai”, produzido pelo Professor de História, André Ribeiro, aconteceu na terça-feira (9), no Auditório I e II do IFRS Campus Erechim, em três sessões manhã, tarde e noite. O evento contou com a presença de parceiros que fizeram parte da produção, convidados, estudantes e professores da Escola Estadual João Caruso e do Instituto Federal. O projeto foi financiado no segmento audiovisual pela Lei Paulo Gustavo (LPG), via edital pela Secretaria Municipal de Cultura e Esporte no ano de 2023.
“O Castelinho de Erechim: Berço do Alto Uruguai”
O material audiovisual fala sobre o surgimento do famoso prédio do Castelinho, inaugurado em 1916, que historicamente foi o prédio de Comissão de Terras, onde era encaminhada a documentação de regularização de lotes de terras rurais e urbanas aos imigrantes que chegavam em Erechim. Além de reunir relatos de pessoas que tiveram suas vivências com o local, como as professora e escritoras Joemir Rosset e Neusa Garcez, também teve a análise da arquitetura atual do imóvel que atualmente está fechado para visitação, necessitando de restaurações.
O documentário é um convite para trazer ao conhecimento da comunidade a importância de se preservar patrimônios históricos para que as gerações futuras possam também conhecer espaços da história de Erechim. O prédio não é só uma estrutura que perdura anos, mas uma forma de viajarmos no tempo e entendermos como era a vida daqueles que estiveram no município antes de nós, aqueles que fizeram parte de sua construção antes de ser a cidade que é hoje.
Reflexão sobre o patrimônio histórico
Conforme o Professor André Ribeiro, a partir do dia 15 de julho o documentário estará disponível na internet, ele conta que o projeto iniciou em novembro de 2023 e aos poucos foi tomando forma a partir das pesquisas em acervos históricos de Erechim, captação de entrevistas e a edição de vídeo para chegar ao resultado final.
“Eu espero que este material vá para a sala de aula, que auxilie os professores, sensibilize os jovens e provoque o debate sobre a necessidade de preservação de nossos patrimônios históricos, do nosso papel de cidadãos de cobrarmos o poder público sobre a restauração e a reabertura do Castelinho para que fique à disposição da comunidade. São poucos que tiveram a oportunidade de conhecer o espaço, é um local que está fechado e precisa voltar a receber a população. Se eu causar essa reflexão e provocação dentro da sala de aula, eu já me dou por satisfeito”, relata André, após a sessão do documentário.