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Cultura

Castelinho de Erechim ganha documentário pela LPG

Material será lançado dia 9 de julho no IFRS em exibição aberta ao público

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Bastidores das gravações do documentário
Estudantes, Davi Ribeiro e Moisés Brouwenstyn.
Documentário busca apresentar a história do patrimônio para as novas gerações
Por Vivian Mattos
Foto Arquivo pessoal

Para sensibilizar e mobilizar a comunidade em defesa, restauro e reocupação de um patrimônio histórico e cultural, surge o documentário “O Castelinho de Erechim: Berço do Alto Uruguai”, idealizado pelo historiador André Ribeiro. O projeto foi contemplado no segmento audiovisual pela Lei Paulo Gustavo (LPG) e recebeu apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Esporte.


Exibição
Com o material finalizado, o documentário está com lançamento marcado para 09 de julho, com três sessões em horários distintos, nas dependências do Auditório II do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Erechim. Na data, a primeira exibição aberta ao público será das 9 às 10h, das 14h às 15h e das 19h às 20h.
Após as sessões de estreia, serão realizadas exibições nas escolas da rede pública e privada de ensino. Os interessados em exibir o projeto nas escolas podem solicitar a visita mediante agendamento prévio, através do telefone (54) 99244-4721 ou do e-mail castelinho.leipaulogustavo@gmail.com.


O documentário
Segundo André, o conceito do documentário buscou contar a história e evidenciar a relevância histórica e social do Prédio da Comissão de Terras, especialmente para os estudantes que não possuem acesso ao espaço.
“Neste período em que ele permanece fechado ao público, percebemos que sua deterioração está acelerada e, principalmente, a comunidade começa a ver o Castelinho como um espaço inútil e desnecessário. Este é um local aonde grande parte da nossa história regional foi desenvolvida, consistindo em um prédio histórico tombado e, por isso, deve ser preservado dentro da legislação e normas técnicas vigentes. Mais importante ainda, deve ser um espaço aberto à comunidade”, destaca o historiador.

André comenta que o material foi pensado para ser reproduzido nas escolas, utilizando uma linguagem simples e clara. Por isso, considerando exigências do edital da LPG, o documentário tem pouco mais de 25 minutos.


Pesquisa
Para a construção do documentário, André explica que foram usadas referências bibliográficas sobre o Castelinho de vários autores locais. O acervo documental e fotográfico do Arquivo Histórico Municipal Juarez Miguel Illa Font (AHM) esteve entre as fontes de apoio consultadas. As obras usadas como referência terão os créditos citados no material audiovisual.
“Muitas pessoas passaram por aquele espaço e, infelizmente, não dispomos de tanto tempo ou recurso para realizar uma obra mais ampla. Acredito que é uma contribuição que pode suscitar novos debates e pesquisas futuras”, diz o historiador.


Produção
A partir da pesquisa feita no AHM, as possíveis fontes para serem entrevistadas surgiram nas matérias dos jornais e obras publicadas. Desta forma, a equipe chegou a nomes que poderiam auxiliar na construção do material, como os professores Neuza Cidade Garcez, Enori Chiaparini, Sonia Cima, Joemir Rosset e a arquiteta Ariane Pedroti.
Para representar as novas gerações que tiveram pouco ou nenhum contato com o prédio, foram entrevistados os estudantes Davi Ribeiro e Moisés Brouwenstyn. Além disso, a produção teve o apoio da Associação de Moradores do Bairro São Cristóvão, que mobilizou pais, crianças e jovens para integrar uma aula pública sobre a história do Castelinho.
A gravação, edição e montagem do documentário foram feitas pela LP2 Produtora. Os cenários para a ambientação da narrativa foram o Castelinho de Erechim, a Praça da Bandeira, a Estação Ferroviária desativada de Capoerê, o Arquivo Histórico Municipal e o Parque Longines Malinowski.

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