Com o objetivo de ampliar o conhecimento dos estudantes sobre a cidade em que vivem, o projeto "O que eu vejo na minha cidade?", proposto pela professora Dra. Alana Rigo Deon e colaborado pela professora Me. Priscila Daiane Pavan, está sendo executado nas escolas de Erechim com o apoio da Lei Paulo Gustavo (LPG) e da Prefeitura Municipal de Erechim.
O projeto
O projeto tem como proposta de intervenção questionar os alunos sobre o que sabem da história da sua cidade, como a enxergam e o que mostrariam a um desconhecido. A partir disso, busca ampliar o conhecimento dos estudantes sobre o local em que vivem, relacionando o uso das tecnologias com a aprendizagem escolar.
Segundo Alana, o projeto nasceu de pesquisas desenvolvidas ao longo dos anos como professora de Geografia, bem como nos percursos trilhados durante seu mestrado, doutorado e pós-doutorado, visando estabelecer a relação entre o conceito de lugar como espaço vivido pelo estudante e o sentimento de identidade e pertencimento.
Estudo da cidade
Com base nisso, o projeto buscou aliar esses conceitos ao estudo da cidade, partindo da premissa de que para conhecer o mundo é necessário entender primeiro o lugar em que vivemos. Isso inclui o conhecimento sobre o lugar, sua história, o que contribui para que os sujeitos se sintam pertencentes ao lugar em que vivem. "Para isso é necessário conhecer a história, ou seja, o que constituiu esse lugar ao longo do tempo e o que lhe confere as formas e funções atuais", explica a proponente.
Aliado ao trabalho de dissertação e mestrado sobre as praças de Erechim, desenvolvido pela professora Priscila Daiane Pavan, as educadoras alinharam suas pesquisas, auxiliando Alana na condução do projeto, especialmente no Trabalho de Campo.
Prática das atividades
A partir da aprovação do setor pedagógico da Secretaria Municipal de Educação de Erechim, ocorreu a primeira reunião de alinhamento da iniciativa em fevereiro, seguida da decisão conjunta de realizar um projeto piloto na Escola Cristo Rei. Com a aprovação do corpo diretivo do educandário, as ações foram iniciadas em abril.
No cronograma de atividades executadas, os alunos foram apresentados ao projeto, seus objetivos e discutiram sobre a temática da cidade. Os participantes receberam uma oficina teórica de produção de fotos e vídeos com a profissional Daniela Terres e trabalharam a história do município de Erechim, trazendo imagens antigas e atuais da cidade.
Na última segunda-feira, 13, ocorreu a primeira atividade Pré-Campo de socialização com os estudantes sobre o roteiro a ser percorrido e, na terça-feira, 14, os alunos fizeram o trabalho de campo pelo centro de Erechim.
Trabalho de campo
Conforme explicado por Alana, o trabalho de campo é uma metodologia de ensino de geografia que busca relacionar os conhecimentos teóricos com a visão sistemática in loco.
Com saída às 13h e retorno às 16h para a Escola Emef Cristo Rei, os alunos participaram de um roteiro pela Praça da Bandeira, Avenida Maurício Cardoso, Praça Júlio de Castilhos, Praça Boleslau Skorupski, Praça do Imigrante, Viaduto Rubem Berta, antiga estação ferroviária de Erechim e o Mirante da Maurício Cardoso.
De acordo com Alana, os estudantes realizaram fotos e vídeos para responder à pergunta: "Se você fosse apresentar a cidade em que você mora para uma pessoa que nunca esteve nela, quais seriam os lugares que você mostraria?".
Pós-campo
Com a conclusão do trabalho de campo, as educadoras irão à escola na próxima semana para uma atividade pós-campo, focada na socialização das impressões da atividade e na coleta dos materiais audiovisuais feitos pelos estudantes.
Além disso, o material será postado no Instagram do projeto @oqueeuvejodaminhacidadeerechim, com os nomes dos alunos e sua descrição. Os cinco vídeos ou fotos mais curtidas serão premiados, e a entrega terá data definida pela direção da escola.
Cartilha
Além dessa atividade, as educadoras estão produzindo uma cartilha sobre o estudo da cidade de Erechim. O material está previsto para publicação em junho, terá formato de E-book com distribuição nas escolas municipais e estaduais. Também será produzido um artigo científico com as fotos e vídeos feitos pelos estudantes.