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Primeiros quadrinhos brasileiros disponíveis na internet

Baixe gratuitamente As Aventuras de Nhô-Quim & Zé Caipora e Memórias d'O Tico Tico

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Memórias d'O Tico Tico
Memórias d'O Tico Tico.jpg
Memórias dO Tico Tico
Memórias dO Tico Tico.
Por Najaska Martins - najaska@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

Para quem gosta de Histórias em Quadrinhos, as HQs, a página do Senado na internet é fonte de alguns dos primeiros da história do país. As Aventuras de Nhô-Quim & Zé Caipora e As memórias d’O Tico Tico. Eles foram publicados do final do século 19 até a primeira metade do século 20. As publicações podem ser baixadas gratuitamente, clicando em seus nomes nas informações abaixo:

As Aventuras de Nhô-Quim & Zé Caipora

Anos antes da criação daquele que é considerado o primeiro personagem de quadrinhos da história – o Yellow Kid, de Richard Outcault, que chegou aos jornais norte-americanos em 1895 –, já havia gente no Brasil produzindo aquilo que viria a ser chamado de nona arte. Angelo Agostini (1843-1910) é mais conhecido como o fundador da Revista Illustrada (1876) e jornalista defensor da cidadania e do Brasil, tendo participado ativamente da campanha abolicionista. Mas esse imigrante italiano também é fundamental para a história das HQs em nosso país. Na revista A vida fluminense, em 30 de janeiro de 1869, Agostini lançou uma saga intitulada “As aventuras de Nhô-Quim ou Impressões de uma viagem à corte”. Foi a primeira história em quadrinhos seriada lançada no Brasil, e por isso a data foi escolhida para celebrar o Dia do Quadrinho Nacional.

Memórias d'O Tico Tico

Tratam-se das primeiras experiências gráficas de J. Carlos (1884-1950) nas revistas O Malho e O Tico-Tico. Juquinha, o garoto branco, filho da burguesia carioca, foi apresentado n’O Tico-Tico em 14/2/1906, superando Chiquinho, cópia do conhecido personagem americano Buster Brown, na preferência dos leitores da revista. Giby, menino negro, apareceu em 16/10/1907 para ajudar e muitas vezes sofrer as brincadeiras de Juquinha. As histórias do Juquinha dominaram as capas d’O Tico-tico de maio de 1906 até o fim de 1907, quando J. Carlos deixou de trabalhar na revista. Tanto foi o sucesso da dupla Juquinha e Giby que eles reapareceram em 1911 n’O Juquinha – revista em que J. Carlos apresentou, em sua terceira criação, Miss Shocking, senhora inglesa contratada como professora do menino. Um trabalho minucioso e laborioso que nos revela um mundo lúdico e servirá a todos aqueles que trabalham ou se interessam pelos meios de comunicação de massa.

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