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Saúde

“Não eliminados nenhum serviço, mudamos a maneira de prestá-lo”

Secretária de Saúde de Erechim, Eclesan Palhão, esteve no Tribuna Livre, repassando informações para os vereadores, sobre os serviços, filas de espera, e outros assuntos

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Secretária de Saúde de Erechim, Eclesan Palhão: “precisamos sensibilizar as pessoas. Conscientes tod
Por Rodrigo Finardi
Foto Drykka Zanchetta e Reprodução TV Câmara

A saúde é um tema sensível à população. Na segunda-feira, 15, a secretária de Saúde de Erechim, Eclesan Palhão, e o diretor executivo da Fundação Hospitalar Santa Terezinha, Jackson Arpini, foram convidados a participar do Tribuna Livre, que acontece antes das sessões ordinárias. Na coluna de ontem, 16, foi publicado questão do Santa Terezinha que está entrando em colapso assistencial, pois está no limite de sua capacidade.

Na coluna de hoje, as palavras de Eclesan Palhão, que passou um raio –X para os vereadores, de como estão os serviços hoje, além de responder questionamentos, principalmente sobre mudanças na metodologia dos serviços da secretaria.

“Somos SUS, não podemos cobrar meia consulta”

O vereador André Jucoski, solicitou a possibilidade do município adotar meia consulta. A secretária respondeu que por interpretação, pode incorrer em ilegalidade do ato: “somos SUS, e como iremos cobrar meia consulta do paciente, em função dos órgãos de controle”, disse Eclesan.

“Todos secretários enfrentam juntos as mesmas dificuldades”

O vereador Anacleto Zanella disse que o problema não é o retorno da secretaria, em problemas levantados, e sim a demora no atendimento, já que são procurados pela população e muitos não têm como esperar. Sua pergunta foi de como agilizar as filas de espera (exames e cirurgias), já que traz muita angústia para as famílias.

“Uma das coisas tem que ser clara, é que em julho do ano passado teve uma mudança do sistema de regulação da Secretaria Estadual de Saúde. Todos secretários enfrentam juntos as mesmas dificuldades. E com a regulação tem a classificação de risco, e pacientes de toda a região podem precisar ser colocados na frente desta lista, e os nosso precisam esperar mais tempo. Hoje não temos mais autonomia. E esse tema levei para reunião em Porto Alegre, mostrando as dificuldades que tenho com os pacientes de Erechim, e situações que achamos injustas. Mas hoje saiu de nossas mãos”, disse Eclesan.

Em 2021 eram 8 mil consultas e exames represados

Eclesan afirmou que “quando assumimos em janeiro de 2021, também por conta da pandemia, tínhamos 8 mil pessoas aguardando na secretaria para consultas e exames especializados. Vocês vereadores, repassaram recursos para sanarmos esse problema”.

“Eu criei uma fila que antes eu não tinha”

“Tem cinco especialidades – endócrino, cardio, gastro, dermato e reumato -,   não existia no município. Éramos regulados pelo Estado. Não tinha fila de endócrino e passou a ter. Eu criei uma fila que antes eu não tinha. Temos filas de 30 a 60 dias, que são aceitáveis, mas não para a urgência, mas para marcação de consultas”, relatou aos vereadores, a secretária, que afirmou ainda: “hoje tem especialidades, como a cardiologia, que às vezes é mais rápido pela secretaria que no sistema privado. Nós também absorvemos uma demanda, que não podemos dizer não”.

“As mudanças que fizemos, são raríssimas as que não deram certo”

A vereadora Sandra Picoli solicitou informações sobre a Ambulância Cidadã, que não estaria mais atendendo em determinados horários, sobre a falta de consultas e filas nas Unidades Básicas de Saúde, sobre os Mais Médicos (Erechim contemplado com três).

“Estamos buscando processos de melhoria, pois fazíamos saúde como era a 20, 30 anos atrás. Temos equipe que trabalha para isso, pois tínhamos muito perda de dinheiro público. E modificar trabalho dá ibope. E as mudanças que fizemos, são raríssimas as que não deram certo. Nós não eliminados nenhum serviço, e sim mudamos a maneira de prestá-lo”, relatou Eclesan.

“Uma equipe trabalhando 12 horas, pode atender oito chamados”

Ainda respondendo a vereadora Sandra, a secretária disse: “O Samu é regulado pelo Estado e criamos o serviço de Ambulância Cidadã para nos dar autonomia em atendimentos que não era feito por eles. Com o passar dos anos a Defesa Civil vem fazendo um trabalho respaldado, com profissionais, ambulâncias, com enfermeiros e técnicos na retaguarda. Tínhamos à noite uma equipe de 12 horas e passamos quase um ano analisando a quantidade de chamadas. Um média de 3 a 4 por noite. Avaliamos também a Defesa Civil, de 2 a 4 por noite. Uma equipe trabalhando 12 horas, pode perfeitamente atender oito chamados. O paciente não pode ter danos, mas as mudanças são feitas através de gestão e analisando os gastos públicos”

 “Para a população não mudou nada”

“O que fizemos. Durante o dia, temos muito mais chamados. Mudamos o horário das 8 às 20 horas. Após esse horário as chamadas diminuem significativamente. Hoje temos o Samu 24 horas, e a Ambulância Cidadã das 8 às 20 horas. E a partir desse horário os chamados caem para a Defesa Civil, até às 6 horas do dia seguinte. Para a população não mudou nada. O serviço continua a ser prestado e avaliado, sem prejuízo a população e nenhum paciente deixou de ser atendido”, finalizando as respostas das perguntas feitas pela vereadora Sandra.

Farmácia Móvel e cirurgias de quadril

O vereador Romildo Protetor elogiou o serviço da Farmácia Móvel e o vereador Nadir Barbosa, solicitou que se faça um mutirão para cirurgias de quadril, através de Projeto de Lei e que busque recursos em Brasília.

“As mudanças nunca vêm no intuito de tirar serviços”

Anaximandro Pezzin, solicitou como está sendo feito o serviço de albergagem em Porto Alegre, já que sofreu mudanças no último mês: “As mudanças na secretaria, e repito, nunca vem no intuito de tirar serviços. Sempre querendo melhorar. Tínhamos o serviço de transporte que acontecia três vezes por semana para Porto Alegre, com valor de R$ 3,9 mil por ônibus. Um deles sai daqui domingo à noite, e o paciente tinha uma consulta na terça-feira à tarde. Se tivesse a consulta na segunda cedo, teria que esperar até a terça-feira à noite para retornar para Erechim”, relatou Eclesan.

“Achamos uma solução para trabalhar no individual com os pacientes”

Ainda sobre a casa de passagem em Porto Alegre, Eclesan afirmou que passaram oito meses analisando o processo de mudança: “Fizemos um convênio com a Unesul. Nós achamos uma solução para trabalhar no individual com os pacientes. Hoje ele recebe uma passagem de ônibus, vai a Porto Alegre, faz sua consulta e retorna. Tem cinco horários que vão e cinco que vem por dia. Nos disponibilizou uma sala na rodoviária para os pacientes e leva e busca nas consultas, traz para rodoviária e pegam o primeiro ônibus e retornam. Em Passo Fundo a mesma lógica. Isso diminuiu os custos em 38% para Porto Alegre e 52% para Passo Fundo. Temos 100% de aprovação desta mudança em Passo Fundo e 90 % em Porto Alegre. E podem ir até a Ouvidoria e ver o porquê desses 10% não terem gostado da mudança”, pontuou a secretária.  

“O serviço não será extinto, apenas está sendo modificado”

Eclesan explanou sobre os custos de manter o local em Porto Alegre que é de R$ 41,66 mil/mês: “Antes tínhamos em média 30 pessoas por semana, agora são três. Vai alguns meses ainda, mas buscamos um local para fazer esse acolhimento, para as pessoas que precisam ficar em Porto Alegre. O serviço não será extinto, está sendo modificado. Fiquem tranquilos, e tenho certeza que o serviço irá melhorar e baixaremos para R$16 mil/mês.

24 horas na UPA

Ana Oliveira solicitou se existem estudos no período de inverno para a UPA atender 24 horas, para desafogar o PS do Santa. Eclesan disse que este tema está em estudo.

“Precisamos sensibilizar as pessoas”

A questão da falta de pessoas que buscam consultas e não comparecem, foi a pergunta de Ale Dal Zotto.  A secretária disse ser este um problema crônico: “precisamos sensibilizar as pessoas. Conscientes todos são. Se ele não for na consulta, deixará uma mãe e o filho nos braços com febre”.

 

 

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