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Saúde

Segunda dose de reforço é liberada para pessoas acima de 60 anos

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O foco desse momento é para os idosos, grupo de maior vulnerabilidade em razão do envelhecimento nat
Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação/ Felipe Dalla Valle – Governo RS

Uma nova medida pactuada entre a Secretaria Estadual da Saúde e o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems/RS), definiu que, desde ontem (19), os municípios gaúchos podem organizar e começar a vacinar com a segunda dose de reforço contra a covid-19, os idosos acima de 60 anos, contanto que preenchido o intervalo de quatro meses desde a última dose.

Conforme orientação do Ministério da Saúde, a segunda dose de reforço deve ser aplicada com o imunizante da Pfizer ou com as vacinas da Janssen e AstraZeneca, independentemente da dose utilizada anteriormente. O intervalo deve ser de quatro meses após a primeira dose de reforço.

Até então, a segunda dose de reforço era recomendada apenas para idosos acima de 70 anos, imunocomprometidos, e para pessoas com mais de 60 anos que vivem em instituições permanentes.

Ampliação de grupos

Segundo a coordenadora adjunta da 11ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), Cibeli Lazzari, a agilidade que ocorre nas etapas de vacinação se deve, principalmente, ao aumento de casos ativos que é observado nos últimos dias. “A vacina já provou sua eficácia e faz com que possamos viver de forma mais tranquila em relação à pandemia. Estudos mostraram que essa estratégia aumenta em mais de cinco vezes a imunidade, uma semana após a aplicação. Ao mesmo tempo, o foco desse momento nas doses de reforço é para os idosos, grupo de maior vulnerabilidade em razão do envelhecimento natural do sistema imunológico”, comenta Cibeli ao reforçar a importância da imunização. “É essencial se proteger, considerando as variantes e algumas situações de agravamento dos casos positivos para a covid-19”.

Protocolos

No que se refere aos protocolos de prevenção ao Coronavírus, diante de uma melhora no cenário pandêmico, houve algumas flexibilizações, tais como, a não obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção individual em ambientes fechados, porém, o governo do Estado com o apoio do Comitê Científico, ainda recomenda que seja seguido o uso. “Isso vale, principalmente, em casos específicos, como por exemplo, serviços de saúde – Unidades Básicas de Saúde, hospitais e farmácias -, mesmo que em ambientes externos, e no transporte público. Outro ponto que merece ser considerado é a proximidade com o inverno e o maior risco para algumas doenças respiratórias, além da covid. Desse modo, é importante seguir todos os cuidados possíveis e intensificar a prevenção”, enfatiza a coordenadora adjunta da 11ª CRS.

Cibeli assinala, também, que todas as pessoas que apresentarem sintomas suspeitos, devem procurar atendimento. Do mesmo modo, é preciso lembrar sempre da prevenção e entre as bases essenciais está a ampliação da cobertura vacinal e o uso de máscara.

Regiões em aviso

Depois de nove semanas sem emissão de Avisos ou Alertas no Sistema 3As de Monitoramento, responsável pelo gerenciamento da pandemia no Rio Grande do Sul, o Grupo de Trabalho (GT) Saúde, após reunião realizada na terça-feira (17), emitiu Avisos para todas as 21 regiões Covid do Estado nesta quarta-feira (18/5). A emissão de Avisos pode ocorrer a qualquer momento, sem necessidade de deliberação por parte do Gabinete de Crise.

A decisão do GT Saúde ocorreu devido ao aumento acelerado de casos confirmados de covid-19 no Estado, que praticamente duplicou nos últimos dez dias. Entre 7 e 17 de maio, a incidência acumulada passou de 113,7 a cada 100 mil habitantes para 223,2.

 

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