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Saúde

Doses chegam à região e crianças começam a ser vacinadas amanhã

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Primeira remessa do imunizante da Pfizer destinado ao público infantil chegou no início da noite de
Por Izabel Seehaber
Foto Izabel Seehaber

Em clima de muita expectativa e alegria, as 1.720 doses da primeira remessa do imunizante da Pfizer ao público infantil, foram recebidas no início da noite de ontem (17), pelo coordenador da 11ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) de Erechim, Mário Ceron.

A partir de hoje elas serão distribuídas aos municípios da área de abrangência para o começo oficial da vacinação na quarta-feira (19). Nesse momento inicial, serão vacinadas, conforme Plano Nacional de Vacinação, as crianças de cinco a 11 anos, com comorbidades ou deficiências que, conforme orientações do Ministério da Saúde são consideradas nesse momento: Asma; Doença Neurológica; Obesidade; Imunodeficiência; Doença Cardiovascular; Outra Pneumopatia; Neuplasia; Doença Hematológica; Diabetes Mellitus; Síndrome de Down; Doença Renal Crônica e Doença Hepática.

Para Ceron, é muito importante conseguirmos avançar em mais essa etapa, contemplando as crianças, principalmente em um momento como esse, em que pandemia apresenta um número significativo de casos ativos e felizmente a maioria das pessoas não precisa de hospitalização. “Agora chegou a vez de protegermos e cuidarmos ainda mais das nossas crianças. É um momento marcante e quero aproveitar para agradecer a toda equipe que está engajada, seguindo todas as normas e formalizações necessárias. Que possamos continuar com esse trabalho e quem sabe, ter, em pouco tempo, todas as faixas etárias imunizadas”, enalteceu o coordenador regional de Saúde.

Segurança e acolhimento

A coordenadora adjunta da 11ª CRS, Cibeli Lazzari, ressaltou que trata-se de uma vacinação inédita por isso exigiu uma organização diferenciada por parte do Estado e do Ministério da Saúde, onde foram realizadas algumas capacitações e oportunizado que os profissionais concedessem sugestões e tirassem dúvidas. “É a hora de acolher novamente as crianças e os pais ou responsáveis, com carinho e atenção. Muitos têm dúvidas mas reforçamos a importância de todos acreditarem na eficácia da vacina para ampliarmos, cada vez mais, a cobertura de imunização contra a covid-19”, destacou, citando que deve ser respeitado o período de aguardo de 20 minutos na respectiva unidade de saúde, após a aplicação da dose. “É mais uma medida de segurança. Vale mencionar que algumas reações podem ocorrer de 24 a 48 horas depois e os pais devem ficar atentos, sabendo que podem ser normais à vacina, desaparecendo após esse período. Entre os principais sintomas podem estar: dor de cabeça, dor no corpo e dor no local da aplicação”, pontuou Cibeli.

De acordo a coordenadora adjunta, cada município terá a liberdade de definir sua estratégia para aplicação, conforme a sua realidade, sendo que alguns farão pelo sistema de agendamento, outros com Dia D ou em horários alternativos, tendo em vista a alta demanda de atendimento nas Unidades Básicas de Saúde.

Orientações às crianças e responsáveis

A responsável pelo setor de Imunizações, Florisa Grzybowski, esclareceu que nesse primeiro momento os quantitativos de doses são pequenos em todos os municípios e as orientações podem ser repassadas de modo coletivo, seguidas de um acolhimento individual das famílias, explicando o que é vacina e sua importância. “A ideia é buscar formas de contribuir na compreensão das crianças, podendo interagir com alternativas lúdicas”, comentou.

Ela disse ainda, que os municípios que têm o Programa de Saúde Indígena, irão receber 100% das doses para as crianças de cinco a 11 anos. “Há uma estimativa que é feita por uma ferramenta do Ministério da Saúde, a qual cita o percentual correspondente a 10% para as crianças com comorbidades, considerando que nem todos os municípios irão atingir esse indicador”, explicou.

População adulta: procura pela vacina está maior

Ao fazer uma avaliação geral desse momento na Campanha Nacional de Vacinação contra a covid, Florisa ressaltou que os municípios estão solicitando suas doses conforme as demandas apresentadas e não estão ocorrendo perdas nem remanejo pela questão de validade. “Percebemos que nesse início de ano a procura pela vacinação está mais expressiva, principalmente pela dose de reforço”, enfatizou, acrescentando que a marca é de muito otimismo. “As equipes estão organizadas para que, de fato, seja um processo seguro, tranquilo, que remeta carinho, amor e saúde. Nesse momento as crianças são mais suscetíveis a apresentar complicações, por não terem recebido nenhuma dose e há outro fato muito importante que é a volta às aulas. Quando começou a pandemia teve o isolamento, atividades remotas e isso impacta a qualidade de vida. Por isso, é uma oportunidade especial de retorno às atividades com mais prevenção, com grandes chances de não adoecerem e não transmitirem para outras pessoas”, relataram Cibeli e Florisa.

Vacinação das crianças em Erechim

A Prefeitura de Erechim, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informa aos pais e responsáveis que, no momento da vacinação, será preciso apresentar atestado médico, receita de medicação controlada ou exame atual. Além disso, é preciso que as crianças estejam acompanhadas de pais ou responsáveis (acima de 18 anos) e apresentem documentos como Carteira de Vacinação, Cartão SUS, Certidão de Nascimento e Comprovante de Residência.

O município recebeu nesse início de semana, 460 doses da vacina pediátrica, liberadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Atenção!

Devido a organização de atendimento exclusivo para crianças nas salas de vacinas com o imunizante pediátrico, o município está alterando a estratégia de vacinação para todas faixas, conforme abaixo:

Quarta e quinta-feira: vacinação somente para crianças, em todas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s), das 8h30 às 15h30.

Segunda, terça e sexta-feira: vacinação somente para jovens de 12 anos ou mais e adultos, para primeira, segunda ou dose de reforço, em todas UBS’s, das 8h30 às 15h30.

Sábados (22 e 29/01): vacinação para crianças com comorbidades e jovens e adultos contra a covid-19 e também aplicação da vacina contra Influenza/H1N1, na Unidade Municipal de Referência em Saúde (UMRS), antiga UPA, das 8h às 13h.

Sociedade de Pediatria do RS celebra início da vacinação

O aspecto segurança da vacina é o mais importante a ser esclarecido no cenário atual em que inicia a vacinação nas crianças. O médico pediatra associado da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Fabrizio Motta, destaca que todo medicamento que é iniciado o seu uso, passou pelo que é chamado de estudos da fase 3 e, por conta disso, não há nenhum motivo para os pais terem preocupação. "Quando se chega nesta fase, há uma segurança de que eventos adversos são raríssimos. As pessoas se perguntam por que houve agilidade nas vacinas da covid? A maior dificuldade nesses trabalhos é sempre conseguir mobilizar pessoas para os estudos. Porém com a pandemia a população se voluntariou e foi possível atingir índices tão altos, tanto no caso de adultos como no caso de crianças. Não existe mais nenhuma dúvida dessa segurança da vacina", explica.

A outra preocupação dos pais são possíveis reações. A dor no braço é uma característica que deve estar presente, mas até mesmo em menor intensidade do que nos adultos.

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