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Saúde

Vacinas: seguras e aliadas na missão de salvar vidas

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Quem ainda não recebeu, pode procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima
Leila Hofmann
Por Izabel Seehaber
Foto Izabel Seehaber

O assunto vacinação não é algo novo na rotina humana, pois, como é de conhecimento, há muitos anos, diferentes doses são aliadas da saúde e qualidade de vida, desde a infância. Isso porque a eficácia já foi comprovada em diversas situações e, agora, com a pandemia, isso não é diferente. Os impactos positivos podem ser observados em indicadores como diminuição expressiva de hospitalizações e taxas de letalidade.

Nesse momento em que o Brasil está prestes a iniciar a vacinação das crianças, nesse primeiro momento na faixa etária de cinco a 11 anos, especialistas precisam intercalar a dedicação e busca por avanços nas pesquisas, a desafios como o enfrentamento a algumas fake news sobre o assunto.

Tal situação acontece em paralelo a uma fase em que a comunidade científica mundial está em alerta redobrado diante da variante Ômicron, considerada mais transmissiva e que já responde pela maior parte das infecções na Europa e nos Estados Unidos. Com as crianças, a cepa também requer atenção.

Enfrentamento

Em entrevista ao programa Equilibre-se da TV Bom Dia, a coordenadora geral da Secretaria Municipal de Saúde, Leila Hofmann, reitera a importância de toda população confiar na ciência e buscar o serviço de saúde para completar o esquema de imunização.

A enfermeira iniciou sua fala dizendo: “Vacinas salvam vidas. Temos essa leitura há muitos anos e inúmeras doenças foram erradicadas em virtude da imunização. Atualmente estamos com um nível de vacinação muito bom no município, a população aderiu à campanha contra a covid-19 e agora nosso apelo também se refere à dose contra a Influenza. Quem ainda não recebeu, pode procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. Quanto mais pessoas vacinadas, menor será a chance de gravidade, que nesse momento está baixa e isso se refere, sem dúvidas, à vacinação”, destaca.

Leila recorda que, ao saber que havia uma doença, causada por um vírus e que não tinha tratamento e nem vacina, era pavoroso. Hoje, existe o imunizante para isso e só é preciso que as pessoas busquem o serviço porque as doses estão disponíveis, de graça, pelo Sistema Único de Saúde.

Pesquisas

Vale lembrar que o processo que envolve a autorização das vacinas conta com muito estudo de profissionais renomados. No Brasil há um órgão regulador que é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, além disso, o Programa Nacional de Imunizações é referência em âmbito mundial. “Por isso, temos essas vantagens. Quando a Anvisa, que é um órgão técnico, autoriza um imunobiológico, é porque ele pode ser utilizado”, ressalta a coordenadora, citando que eventos adversos pós-vacinais podem ocorrer com todas as vacinas, porém, são raros. “Hoje observamos que a vacinação gera muito menos esse tipo de situação, do que se o paciente desenvolvesse a doença. O risco-benefício é o que avaliamos e, sendo assim, é muito importante que seja feita a vacinação”, enfatiza.

Leila menciona que nessa fase de aplicação da terceira dose, os eventos adversos são muito leves ou moderados, com tempo limite de 24 a 48 horas, com sintomas como: cansaço, mal-estar e um início de febre. “Isso tudo é reação imunológica, pois o organismo faz isso para dizer que seu organismo está desenvolvendo defesas contra a doença. A vacina é muito segura, tem salvado muitas vidas e, agora, com essa nova onda, percebemos que muitas pessoas não estão precisando de hospitalização”, salienta.

Diante de debates e questionamentos, a enfermeira faz um alerta: “quando temos um bom nível de vacinação como é o caso de Erechim que está com mais de 90% de procura pela segunda dose, temos uma piora dos quadros de quem não fez a vacina e está mais suscetível à contaminação pelo Coronavírus. Esse é o nosso receio no que se refere aos agravamentos”.

Imunização das crianças

Na próxima quarta-feira terá início a etapa de vacinação das crianças, de cinco a 11 anos, contra a covid-19. A enfermeira de Erechim reforça que a Anvisa aprovou a vacina, foram feitos vários estudos, testes, e os pais e responsáveis podem confiar nessa importante ferramenta de combate à covid. “Caso contrário, elas serão mais suscetíveis”, afirma.

Aos poucos serão divulgadas as estratégias para essa etapa e o município organiza a logística, levando em conta que as UBS’s têm uma capacidade de atendimento diário e é registrada nesses dias uma procura muito expressiva para testagem em função do aumento de casos de síndromes respiratórias.

Mutirão

Com o objetivo de auxiliar nesse processo, será oferecido o serviço exclusivo de vacinação contra a covid e a Influenza, em três sábados consecutivos: 15, 22 e 29/01, das 8h às 13h, na Unidade Municipal de Referência em Saúde (UMRS), antiga UPA, localizada na Rua Alemanha, 985. No momento devem ser apresentados documentos como: comprovante de residência, CPF, Identidade, Cartão SUS e Carteira de Vacinação.

“Quem puder fazer a vacina no sábado pela manhã, independentemente do bairro, pode se dirigir à Unidade Central para receber a dose, que pode ser tanto a primeira, a segunda ou a dose de reforço”, pontua Leila.

Quem estiver com dúvidas pode contatar com a UBS ou diretamente na Secretaria de Saúde pelo telefone: 3520 7200.

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