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Cultura

O mundo aqui!

Falta neve, sobram sonhos e realizações Breve história de Elena, a ucraniana que vive em Erechim

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Divulgação
Por Salus Loch
Foto Divulgação/Arquivo pessoal

Um amor virtual iniciado em 2012 trouxe ao Brasil, há cerca de sete anos, a economista ucraniana Elena Glotova, 36. Fã das poesias de seu conterrâneo Taras Shevchenko e dos celebrados escritores russos Bulgakov e Dostoiévski, Elena, que também aprecia Machado de Assis, mora em Erechim há quase três anos. Antes, viveu em Porto Alegre, onde casou com o piloto de voos comerciais e que presta serviço a empresas locais, de nome G., com quem compartilha o desejo de ter um filho nascido na Capital da Amizade – que, segundo ela, lembra uma ‘cidade europeia’, e se destaca pela segurança e limpeza. Porém, para a beleza do Natal e Ano Novo ser completa, diz, ‘falta a neve’.

Com fluência em ucraniano, russo, português e inglês, a jovem, que deseja atuar como tradutora e adora cozinhar pratos típicos da Ucrânia (entre os quais, o Vareniki e a tradicional Sopa Borch), recomeçou a vida em solo bota-amarela estudando Letras Português/Inglês. Ela também trabalha como consultora de moda numa tradicional loja de confecções local, apresentando simpatia e bom desempenho nas vendas. 
Embora visite com regularidade os pais em Krivoy Roy (Ucrânia) – cidade distante cerca de 420 km da capital Kiev – Elena conta não ter planos de voltar à terra pátria. “Há nostalgia e saudade, mas sou feliz aqui”, resume. Precavida, ela que já adotou o Grêmio como time do coração, prefere não comentar o cenário de relações extremadas (e conflitantes) envolvendo seu país e a Rússia de Putin. 
E assim, com um olho no relógio e outro na entrevista, sob o véu de uma timidez estudada, agradece o bate papo, voltando ao trabalho – pronta para sonhar e realizar.

# Você, leitor, conhece alguém que ‘veio de fora’ e hoje faz a vida em Erechim? Envie sua sugestão de pauta ao BD, que teremos orgulho em buscarmos saber mais, compartilhando experiências. Histórias de vida – comuns ou excepcionais – também nos interessam.

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