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Cultura

Talento: “Eu sonho em ser cantora desde criança”, diz erechinense

Sabrina Boller, de 19 anos, se descobriu com o canto aos oito anos, quando iniciou a trajetória, ao colocar as músicas no rádio e na TV para simular shows. Recentemente, cantou na abertura de dois shows nacionais

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Jovem cantora durante a abertura do show do Léo Pain, em Carlos Gomes. Triou tocou as músicas para S
Por Nathan Breitenbach
Foto Arquivo pessoal

A primeira música que cantou reconhecendo a voz foi “Pássaro de Fogo”, por se identificar muito com a Paula Fernandes. E foi assistindo as apresentações dela que nasceu o sonho de ser cantora. “Lembro que um dia eu cantei para minha mãe e ela ficou impressionada. Logo começamos a investir nisso. Na época fiz aulas de violão e canto. E a partir desse momento meu envolvimento com a música só cresceu”, recorda a erechinense, filha de Janice Teresinha Boller (funcionária pública) e Ademir Luis Boller (motorista).

Envolvimento

Aos 19 anos, já realizou várias apresentações durante a caminhada com a música. Seja em eventos, shows de talentos, casamento, na igreja, ou nos hospitais junto com o grupo Doutores da Graça, identificou-se com a música e sempre esteve envolvida. Profissionalmente como show, foram duas apresentações.

Composições

Quanto a músicas autorais, atualmente a cantora tem cerca de 20 músicas em construção. “Sempre escrevi, principalmente sobre o amor e as experiências as quais eu passei: frustrações, decepções e alegrias. Eu acredito que a música é isso, traduzir sentimentos e pensamentos. Muitas vezes escrever é um desabafo meu com o papel”. O sertanejo é o estilo principal, tanto o universitário quanto os mais antigos. Mas outros estilos também lhe chamam a atenção, como exemplos, a música clássica, o MPB antigo e as músicas internacionais estilo Adele e Beyoncé.

Preparo

Em relação a música, conta com a ajuda de um preparador vocal, onde realiza aulas durante uma hora, uma vez na semana. Em semanas de shows, ensaia as músicas e a performance de palco, de três a quatro vezes. Apesar de ser organizada e dedicada, confessa que não é fácil conciliar tudo, mas as chaves que atribui ao sucesso são, ainda, o compromisso, a determinação e persistência. Embora a profissão escolhida lhe exija e cansa bastante, ela ama tudo que faz, em cada detalhe presente na rotina. Inclusive, relata que faria várias vezes, tudo de novo, pois tem muita certeza de onde quer chegar, quem quer ser e a diferença positiva que quer fazer na vida das pessoas.

“Isso sempre me arrepia”

O sonho em ser cantora surgiu desde criança, e foi despertado assistindo as apresentações da Paula Fernandes. Para ela, é essencial assistir aos shows, sentir as músicas e observar o quanto elas tocam e marcam, de diferentes maneiras, quem assistem. “Onde cada música transmite uma emoção e gera sentimentos, essa troca entre artista e público é mágico, isso sempre me arrepia e faz meu coração bater mais forte”. Foi dentro desse contexto que surgiu o desejo de ser cantora. Os familiares e amigos, por ela sempre estar envolvida com a música, a recepção do caminhar de Sabrina com a música ocorreu de forma natural.

Dos palcos às passarelas

Sabrina divide o amor da música com a trajetória das passarelas, que iniciou desde cedo também, com um concurso de beleza municipal. Entretanto, ficou por muito tempo afastada desta área, e esse ano voltou a participar, principalmente pelo papel que a miss tem: ser voz, compartilhar conhecimento e experiências e conseguir transmitir quem é em essência. “A trajetória como miss me ajudou a buscar cada vez mais autoconhecimento, e principalmente entender que beleza é um contexto inteiro”, destaca.

Abertura de shows nacionais

Há alguns meses, o Jacson Luís Puerari Mósena viu o vídeo dela cantando no Instagram e a convidou para fazer uma participação com a banda Triou, domingo, dia 19 de dezembro de 2021, na abertura do show do Marcos e Belutti, ambas no Natal Luz Erechim, e também para abrir o show do Léo Paim, ocorrido no sábado (18), em Carlos Gomes, onde foi o primeiro show. E foi assim que tudo começou. Ambas foram experiências incríveis, que vão ficar marcadas para sempre no coração dela. “Eu nunca me senti tão feliz. Não foi fácil chegar até ali, passei por muitas frustrações nessa caminhada com a música, mas como eu sempre digo, Deus tem o tempo certo para todas as coisas”.

Projeto cover

A principal recomendação que deixa, para quem pensa em iniciar a trajetória na música, é de que nunca desista, se é isso que te faz se sentir vivo, te arrepia e emociona, um dia irá se realizar. Alerta que o caminho não é fácil, mas cada dificuldade vale a pena, te ensina, te torna mais forte e te transforma. “Pretendo continuar cantando em eventos e desenvolver experiência de palco para assim iniciar um projeto meu, o qual estou planejando, mas ainda cover. Para só posteriormente iniciar um projeto autoral”, projeta, complementando que a energia do palco e do público, é um momento único, e essa troca compensa tudo.

 

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