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Social

Campanha humanitária busca auxiliar mais de 500 imigrantes que vivem em Erechim

Objetivo conforme os organizadores é arrecadar doações para as famílias de venezuelanos que estão em vulnerabilidade social

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Os representantes das entidades, da Campanha de Ajuda Humanitária aos Venezuelanos estiveram na TV
Por Taiane do Carmo
Foto TV Bom Dia

Ajudar o próximo e fazer o bem. É com esse objetivo que está sendo desenvolvida a Campanha de Ajuda Humanitária aos Venezuelanos, que busca auxiliar mais de 500 pessoas que vivem em Erechim e estão com dificuldades financeiras e enfrentam a pobreza.

A ação, está sendo desenvolvida por meio do Rotary Club Erechim Três Vendas, Rotary Club Erechim Paiol Grande e a Casa da Amizade, com o apoio do grupo Bom Dia e Rádio Difusão AM.

Em entrevista ao Bom Dia, os representantes de cada entidade, compartilharam como a Campanha está sendo organizada e destacaram a importância de a comunidade se engajar e contribuir com as famílias por meio das doações.

Campanha

O grupo está recebendo diferentes itens como: roupas, calçados, cobertores, itens de cama, mesa e banho, móveis e alimentos. A equipe envolvida, trabalha frequentemente na entrega de cestas básicas com o valor aproximado em cem reais e realiza ações beneficentes.

O representante e rotariano Velocindo Arcego, explicou como a campanha foi idealizada. “A iniciativa aconteceu por meio de nosso presidente Roberto Ferron do Rotary Club e é recente. Estamos nos estruturando a fim de receber melhor as doações. Também está em andamento a confecção de banners e estamos tendo um bom número de doações de cestas básicas que estão sendo feitas por parceiros, isso é fundamental”, diz.

Situação dos venezuelanos

Vindos de uma situação difícil na Venezuela, as famílias que estão em Erechim, precisam de todos os itens necessários para sobrevivência, a maioria saí do país apenas com as roupas do corpo. O venezuelano José Lacle que atualmente reside em Erechim contou como é a situação e as dificuldades de adaptação. “A primeira difi culdade que encontramos é a língua quando chegamos ao Brasil. A situação de emergência que enfrentamos nos obriga a se comunicar. A realidade é a que falamos pelas ruas, não temos nada, estamos começando do zero praticamente.”

José afi rma que a maioria chega na cidade apenas com a vontade de trabalhar e recomeçar a vida, aguardam uma oportunidade para conseguir o sustento. “Os demais materiais são importantes claro, mas vamos conseguindo aos poucos, queremos mesmo é trabalhar”, comenta José.

O voluntário do Caritas Sérgio Mosele destaca que dentro da comunidade venezuelana há diferentes perfils, envolvendo homens, mulheres, jovens e crianças “É importante frisar que eles vem para trabalhar. Temos engenheiros, professores, profissionais na área de tecnologia e muitos que iniciaram um curso de terceiro grau e não puderam terminaram. A necessidade os traz para cá, ninguém vem porque quer, a situação política e social da Venezuela, faz com que se desloquem. Não é nada agradável sair do seu país, existe todo um processo e adaptação. Eles não vem para substituir a mão de obra do município. As empresas de Erechim estão crescendo e há muitas oportunidades de emprego para todos. ”, argumenta.

Ajuda

Mosele salienta que nesse sentido de ajudar as famílias a começar do zero, dar apoio e orientação é que a campanha surge, sendo um trabalho de muitas mãos. Para ajudar a comunidade venezuelana com doaçoes, as pessoas podem entrar em contato por meio dos telefones: (54) 9 9969-3168 falar com Velocindo Arcego rotariano e também (54) 9 9273-0113 contato José.

 

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