A Associação dos Deficientes Visuais de Erechim, (ADEVE), está realizando uma campanha solidária para arrecadar recursos para a entidade. O objetivo, é usar o valor para cobrir a despesa do aluguel e continuar mantendo os trabalhos da organização.
Conforme explica a presidente Jandira Ronemberg, a casa de apoio atende cerca de 40 pessoas, que se dividem entre crianças, adolescentes, adultos e terceira idade. As atividades para este público, são pensadas e planejadas de acordo com as necessidades individuais de cada um. “Para darmos continuidade a este serviço, precisamos da colaboração da comunidade. Convidamos as pessoas e empresas para serem padrinhos e parceiros da associação, essa contribuição irá auxiliar muito nas despesas e ampliar as ações que são oferecidas aos participantes”, conclama.
Atualmente, a entidade sem fins lucrativos se mantém por meio de doações e cooperação de voluntários que ajudam na realização das práticas diárias. “Dentro da Adeve temos diferentes oficinas, como aulas de braile, música, artesanato e ainda o acompanhamento familiar com assistente social e psicóloga, onde o deficiente visual fica em um sala e o familiar em outra, são atendimentos separados”, explica Antonio Marcos Barbosa Pumi, fundador da organização.
Como funciona o atendimento
A família que possui algum membro com deficiência visual e precisar de auxílio, deve procurar a entidade, se dirigindo até o local, ou por meio do telefone. Segundo os representantes, dentro da entidade, uma equipe com profissionais qualificados irá orientar o usuário sobre como funcionará o acompanhamento. “É importante que a sociedade nos procure, porque na maioria dos casos, quem possui alguma deficiência visual, acaba ficando totalmente dependente da família. Alguns são independentes, como eu e o Antonio, mas outros, não conseguem se locomover, principalmente por causa do transporte. Na Adeve, o participante irá aprender a usar a bengala, terá ajuda para se adaptar às necessidades do dia a dia, fará atividades diferentes, enfim, tudo o que ele precisa”, explana Jandira.
Paradigma social
Na avaliação de Pumi, um dos principais paradigmas sociais que deve ser quebrado em relação às pessoas com deficiência visual, é de que elas não podem realizar outras atividades. “As famílias precisam ser orientadas a lidar com isso. Em grande parte dos casos que acompanhamos, se tem a impressão de que por ‘ter alguma necessidade’, o indivíduo é incapaz e depende do outro para tudo. Porém, não é exatamente assim; quem tem alguma deficiência é um ser humano normal, só possui uma carência e deve se adaptar”, exemplifica Antonio.
Atendimentos diminuíram na pandemia
Durante a pandemia, devido aos protocolos de saúde para evitar aglomerações, o número de participantes que frequentavam a Adeve diminuiu e consequentemente o valor das arrecadações também caiu. “Percebemos que algumas pessoas pararam de vir, por conta da circulação do vírus, e também porque quem não enxerga, tem outras necessidades, principalmente a locomoção, isso fez cair muito os atendimentos”, diz a presidente.
Importância da Adeve
De acordo com os representantes, a Adeve desempenha um papel fundamental na vida das pessoas que frequentam a entidade. O sentimento de todo o trabalho desenvolvido e das pessoas que ajudam a organização é de gratidão. “Quando vemos que um participante muda de vida indo nas aulas, aprendendo, participando das oficinas, e realizando atividades independentes, ficamos muito felizes; expressamos nossa gratidão aos padrinhos e parceiros que ajudam a associação e doam recursos, eles são os responsáveis por continuarmos os trabalhos e isso é muito importante”, frisa Jandira.
Como doar
Para fazer uma doação para a associação basta doar nos endereços abaixo:
Banco Sicredi
Número Banco:
748 Ag: 0217
Cc: 244822
Chave Pix
CNPJ: 17.460.125/0001-05 (ADVE)
Endereço: Rua Gaurama 191 – Centro Erechim Telefone: (54) 9 9118-9337
Saiba mais
A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovou em março deste ano, um projeto de lei (PL 4189/2019) que regulamenta as cores das bengalas usadas por pessoas com deficiências. Esse padrão, já era utilizado, mas não estava regulamentado em lei. Confira abaixo como ficaram as cores utilizadas, e os três tipos de deficiência visual.
Cego: aquele que apresenta total ausência da visão. Neste caso utiliza a bengala branca.
Baixa visão: é a perda da visão que não pode ser corrigida com óculos, lente ou cirurgia. O indivíduo não reconhecem feições, detalhes do dia a dia, palavras. Neste caso utiliza a bengala verde.
Surdo-cego: é a pessoa que não enxerga e não escuta. Neste caso, a bengala é branca e vermelha.