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Grupo de apoio aos enlutados em Erechim

Iniciativa está sendo desenvolvida sob coordenação da psicóloga clínica Maria Emília Bottini e o objetivo é ajudar as pessoas a lidar com o processo de luto, além de trocar experiências

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Encontro realizado na Unideau em Getúlio Vargas em 31.07.2021 com a realização de atividades sobre
aria Emília Bottini no auxílio das atividades
Atividade realizada durante o encontro com as alunas
Por Taiane Maiara do Carmo
Foto Arquivo pessoal

Desde o início da pandemia da Covid-19, milhares de pessoas perderam a vida. A doença que afetou diferentes países, teve números extremamente elevados no Brasil. De acordo com a última atualização, o país contabilizou mais de 560 mil mortes e 20 milhões de novos casos. A média de óbitos em 24h conforme o Ministério da Saúde é de 1.200.

Em Erechim, foram 14.586 pessoas foram infectadas e 14.303 recuperadas. O total de óbitos foi de 195, conforme atualização da última quinta- -feira (12).

Apoio 

Com a intenção de ajudar pessoas enlutadas no país, diferentes iniciativas por parte de instituições e órgãos de saúde, surgiram em quase dois. Uma delas, foi a criação de grupos de apoio e auxílio às famílias enlutadas, com suporte psicológico, núcleos de atendimentos e reuniões on-line.

Grupo de apoio aos enlutados

No município, surgiu um grupo de apoio e atualmente está sendo coordenado pela psicóloga clínica Maria Emília Bottini, que estuda o assunto profundamente. O objetivo é ajudar pessoas da cidade e outros municípios vizinhos que estão passando por esse momento delicado, a lidar com o processo da perda. Conforme e profissional, a ação ainda é recente, mas conta com o apoio de muitas pessoas. “Esperamos que aqueles que precisam de ajuda, aceitem a ideia. Vivemos em um mundo que pauta a vida na beleza estética, no novo e não no velho, na vida e não na morte. Quando crio essa proposta, é para dizer que as pessoas podem falar da sua dor, perder alguém, é sempre sofrido se tiver vínculo afetivo e elas poderão ser ajudadas nesse sentido, a lidar com o processo difícil e a trocar experiências”, afirma.

Inicialmente, os encontros serão com poucas pessoas, para atender a todos e respeitar os protocolos de saúde. A duração das reuniões será de uma hora. Conforme Maria, a princípio, será realizado nas quintas-feiras das 18h30 às 19h30, na clínica interAções e quem tiver interesse pode procurá-la por meio das redes sociais.

“Podemos fazer reuniões mensais, quinzenais e semanais, dependerá de como o grupo vai querer. Vamos trabalhar diferentes metodologias, como arte, cinema, música e livros infantis, que podem nos ajudar a refletir sobre o tema”, explica.

Necessidade de falar do assunto

Na avaliação de Maria Emília, não são só terapias e grupos de apoio que podem ajudar pessoas enlutadas.“Pastores, padres, amigos, redes de apoio e família. É importante que o enlutado se sinta amparado e sabendo que pode chorar sua dor. Em uma sociedade que pauta a vida e tudo aquilo que é bom, falar da morte é como se fosse ‘enfeiar a vida’, porém é um assunto necessário. Morte e vida andam juntas e existem diferentes fatores que envolvem o processo de enlutar-se. Atualmente em função da pandemia, vivemos um luto coletivo, mas cada caso é diferente, vai depender também do tipo de morte que a pessoa querida passou”, argumenta.

Ela destaca também a importância de falar sobre o assunto. “Primeiro que no contexto que vivemos, são muitas pessoas enlutadas e além disso, tem toda uma rede de pessoas que aquele ente querido tinha. Há diferentes tipos de luto, não só na morte. Podemos citar por exemplo, quando você vem de um outro país e precisa se instalar, a linguagem é diferente, a cultura, tudo. Falar deste tema para mim, além de importante, é acreditar que isso pode ajudar as pessoas, não é simples, mas é necessário”, salienta.

Importância

Para Maria, ter grupos de apoio no município, mostra que as pessoas que estão passando por momentos delicados não estão sozinhas. “Elas percebem que tem apoio em sua dor, quando voltam a trabalhar precisam estar no mesmo pique de antes. A criança por exemplo, volta para a escola e precisa aprender, como se não tivesse perdido o pai ou a mãe. Não estou dizendo que precisamos dar muitos dias para eles, mas precisamos ter mais sensibilidade nessa questão e olhar para o enlutado de uma maneira diferente, pois ele está em sofrimento. O objetivo do grupo é esse, olhar um para o outro e se fortalecer para voltar a viver”, frisa

 

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