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Economia

Aurora, Alfa e Olfar entre as 100 maiores empresas do agronegócio nacional

Ranking é elaborado pela Forbes

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Olfar a matriz é em Erechim
Por Salus Loch
Foto Divulgação

A erechinense Olfar S/A é a 78a maior empresa do agronegócio brasileiro, conforme ranking divulgado pela Forbes. No mesmo levantamento, que teve como base informações de demonstrativos financeiros das organizações, da agência Standard & Poor’s, da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da empresa de informações financeiras Economatica, a Central Aurora despontou na 20a posição nacional e a Cooper Alfa no 39o lugar (ambas com forte atuação no Alto Uruguai gaúcho).

Para elaboração do estudo, que é publicado anualmente, foram consideradas empresas de capital aberto com faturamento no Brasil de pelo menos R$ 1 bilhão em 2019, além do grau de atuação de cada grupo no agronegócio brasileiro, ainda que sua atividade principal tenha relação indireta com a produção agropecuária nacional.

 

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O ano de 2020 foi bastante turbulento por causa da pandemia do coronavírus, sendo que poucos setores escaparam da crise. O agronegócio foi um deles, conseguindo manter o bom ritmo de produção de perídos anteriores, surpreendendo com uma safra recorde e exportações aquecidas como reflexo da valorização do dólar. “O ano passado vai entrar para a história do agronegócio. Tivemos um consumo de alimentos firme no mercado interno e no externo, puxado especialmente pela demanda asiática e pelo câmbio. A desvalorização do real deixou o nosso produto muito competitivo”, afirma Marcos Fava, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FEA-RP/USP) e da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP).

 

Quem são os 5 primeiros:

1- JBS - setor de proteína animal. Receita: R$ 204,5 bilhões

2- Raízen Enenergia - setor de bionergia. Receita: R$ 120,6 bilhões

3- Cosan - setor de bionergia. Receita: R$ 73 bilhões

4- AMBEV - agronegócio indireto. Receita: R$ 52,6 bilhões

5- Marfrig Global Foods - setor de proteína animal. Receita: 48,8 bilhões

 

Empresas com atuação local, com dados divulgados pela Forbes em dezembro de 2020

20. AURORA
Setor: cooperativas
Fundação: 1969, em Chapecó (SC)
Receita: R$ 9,9 bilhões
Principal executivo: Neivor Canton

Nasceu da união de oito cooperativas do oeste de Santa Catarina. A intenção era melhorar as condições de comercialização de grãos e permitir a compra de um frigorífico que absorvesse a produção de suínos dos cooperados. É uma das líderes na produção de proteína animal no Brasil, além de ser produtor e exportador de grãos. São 11 cooperativas associadas, 30 mil empregados diretos e 10 mil indiretos. As unidades localizam-se em Santa Catarina, no Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. São sete unidades de suínos, que processam 5,2 milhões de cabeças por ano, e oito de aves, que abatem 242,6 milhões de cabeças por ano. Em 2019, autorizou investimentos em sua sétima unidade produtora de ração. As seis unidades existentes têm capacidade para 175 mil toneladas por mês em ração para aves e suínos.

É a 2a maior cooperativa do Brasil atrás apenas da Coamo, de Campo Mourão, no Paraná, que tem receita de R$ 13,2 bilhões.

 

39. COOPER ALFA

Setor: cooperativas
Fundação: 1967, em Chapecó (SC)
Receita: R$ 3,5 bilhões
Principal executivo: Romeo Bet

Com 20 mil produtores baseados no oeste de Santa Catarina e um pequeno braço em Mato Grosso do Sul, a Cooperativa Agroindustrial Alfa apoia suas atividades no tripé grãos, pecuária e insumos. Entre lojas, silos, supermercados, moegas, granjas, centros de distribuição, indústrias processadoras, postos de combustíveis e insumos, como fertilizantes, sementes e rações, a cooperativa opera 219 negócios. No ano passado, os produtores entregaram 22,4 milhões de sacas de cereais, entre soja, milho trigo e feijão, e produziram 1,3 milhão de suínos e 103,8 milhões de aves, além de 143,5 milhões de litros de leite. Formado por pequenos e médios produtores, além do recebido pela entrega dos cultivos, no ano passado, a cooperativa distribuiu R$ 149 milhões como sobra de caixa, o que nas empresas privadas seria o repasse de lucros.

 

78. OLFAR
Setor: bioenergia
Fundação: 1988, em Erechim (RS)
Receita: R$ 1,67 bilhão
Principal executivo: José Carlos Weschenfelder

A Olfar, a maior empresa de origem no Alto Uruguai gaúcho, começou familiar para atender pequenos produtores da região e atende 11 mil agricultores. Produzia, à época da divulgação do ranking, 378 milhões de litros de biodiesel por ano (número que já aumentou), refinando 54 mil toneladas de glicerina e esmagando, em média, 720 mil toneladas de soja. Além do grão, a matéria-prima também vem do óleo vegetal recuperado (OVR) e da gordura animal. São duas unidades, uma em Erechim (RS) e outra em Porto Real (RJ). O mais recente investimento ocorre no estado de Goiás, em Porangatu, na construção de mais uma usina.

 

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