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Cultura

Artistas locais podem se inscrever em prêmio de trajetória cultural pela Lei Aldir Blanc

Sirley Amaro por onde passou cativou muitas pessoas com suas histórias, músicas, versos e brincadeiras. Foi a memória viva da história do povo negro de Pelotas

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Divulgação
Por Assessoria de comunicação
Foto Divulgação

A Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, informa que estão abertas as inscrições para o terceiro edital que é desenvolvido por associações pela Lei Aldir Blanc. O Prêmio Trajetórias Culturais Mestra Sirley Amaro contemplará e reconhecerá as fazedoras/es dos diversos segmentos culturais que transformam a vida com a sua arte e cultura nas diferentes comunidades do Estado do Rio Grande do Sul. As inscrições pelo site (https://www.premiotrajetoriaculturalrs.com.br/#premium) encerram no dia 9 de março.

O edital Trajetória Cultural em Destaque vai distribuir 1.500 prêmios de 8 mil reais em diversos segmentos culturais como audiovisual, artesanato, artes visuais, circo, culturas populares, cultura viva, dança, diversidade linguística, livros, leitura e literatura, música, teatro, memória e patrimônio e museus. O secretário de Cultura, Esporte e Turismo, diz que é uma oportunidade de dar visibilidade aos artistas locais e fomentar a economia devido a pandemia. "É um edital simples, onde o artista deve contar a própria trajetória. Além disso, sabemos que a situação ainda é difícil devido a pandemia do novo coronavírus, e o premio vai ajudar a manter o trabalho dos artistas através do edital", explica.

O Instituto Trocando Ideia, que desenvolve o edital, vai realizar nesta terça-feira (2), às 19h uma LIVE (www.facebook.com/PontodeCulturaTrocandoIdeia/?ref=page_internal)  para esclarecer dúvidas sobre o edital. O instituto visa fortalecer a consciência e o exercício da cidadania, disseminando uma nova visão, baseada na colaboração e no conhecimento compartilhado.

A homenageada do edital

Conforme o site do prêmio, a Mestra Sirley Amaro, ou a Dona Sirley, como era mais conhecida, nasceu em Pelotas em 12 de janeiro de 1936, descendente de escravizados, carnavalesca e costureira de profissão. Foi educadora ao descobrir a arte de contar histórias, por meio das próprias histórias e dos seus antepassados, na reconstituição dos saberes aprendidos nas vivências cotidianas. Contava histórias dos bailes de carnaval, das costuras, das antigas charqueadas em Pelotas.

Em 2007, recebeu o título de Griô de Tradição Oral por meio da Ação Griô Nacional, do Programa Cultura Viva (Ministério da Cultura). As contações de histórias eram compostas por diversos elementos: a música, a dança, o estandarte, as fotografias, os cartões, as bonecas e os fuxicos produzidos por ela. Eram elementos articuladores nas suas experiências e reflexões para as narrativas da "Vivência griô" que se apoiam na cultura africana e fundamentam a resistência das contações de história na oralidade e nas formas de visibilizar saberes de uma tradição histórica e oral.

Nas suas narrativas a Mestra trazia as formas de resistências, lutas, reivindicações de direitos e a discriminação de gênero, raça e classe com histórias do seu cotidiano desde menina, passando pela mocidade e a vida de casada. Dona Sirley envolvia seus convidados na contação, convidando-os a encenar algumas histórias. Ela também não cantava sozinha e nessa interação com a griô os ouvintes vivenciavam e sentiam as histórias. Alegrias, tristezas, combinações, sentimentos ganhavam vida através das contações, da dança e do canto entre a Mestra e a relação que se estabelecia com os ouvintes.

 

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